AgroValor Publicidade
AgroValor

da Redação

A publicação da matéria de capa do Agro-Valor, “Avião da chuva parado no pátio”, edição de setembro último, repercutiu entre empresários, políticos, técnicos e profissionais do agronegócio cearense, em um momento em que o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) se vê obrigado a cortar a água nos perímetros irrigados no Estado.

Em reunião da Associação Comercial do Ceará (ACC), no dia 16 de setembro último, a matéria do jornal entrou na pauta de discussão. Alcir Porto, diretor técnico do Sebrae-Ceará, ressaltou na ocasião a reivindicação que está sendo encaminhada pela diretoria da entidade. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, informou que o Dnocs já está suspendendo a irrigação para o projeto Curu-Paraipaba, no Ceará, onde existem culturas permanentes – como a do coco – que sem a água gerarão enormes prejuízos para os produtores.

Perímetros irrigados
O Perímetro Irrigado Curu- Paraipaba está localizado no município de Paraipaba, banhado pelo rio Curu, a 90 km de Fortaleza, um dos maiores produtores de coco do Nordeste. O Ceará é o segundo maior produtor nacional de coco, só perdendo para a Bahia. Para os empresários, que continuam pleiteando, junto ao governo, a liberação de recursos da ordem de R$ 800 mil para o avião da Uece (Universidade Estadual do Ceará) voltar a operar no trabalho de semeadura das nuvens, os prejuízos poderiam ser minimizados.

O processo de ‘chuva artificial’ ou ‘semeadura de nuvens’, conforme os técnicos, poderia substituir a irrigação no caso de escassez de água, quando os reservatórios já estão com sua capacidade bastante comprometida e priorizando o consumo humano. Foi também revelado que o governo federal, através do Ministério da Integração Nacional, gasta atualmente R$ 1 bilhão por mês com ‘carros-pipa’ para abastecer residências no interior.

De acordo com os empresários, o período de maior investimento em nucleação de nuvens no Ceará foi durante o governo César Cals (1971/75).

São Francisco
Para diversos especialistas e empresários ouvidos, o Nordeste, principalmente o Ceará, vem criando novas técnicas de convivência com a seca. O cearense, por exemplo, já produz alimentação para o gado leiteiro. Segundo Saboya, hoje é melhor comprar pasto – ‘volumoso’, do que produzir para manter o rebanho. Conforme o dirigente da Faec, o Ceará vem produzindo leite com o custo mais baixo do mundo, graças “ao sol e à água”, explica.

O Ceará tem 60% de toda a água gerenciada pelo Dnocs no semiárido nordestino. A conclusão das obras do Projeto de Transposição das águas do rio São Francisco, iniciado em 2007, está prevista, conforme o governo federal, para 2015. Serão investidos R$ 33 bilhões, entre a logística de transposição (R$ 8 bilhões) e obras complementares em seu entorno.

Vão se tornar perenes 1.100 km de rios. Através de nove estações de bombeamento, mais de 12 milhões de pessoas, em 390 cidades nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, vão receber água para o consumo doméstico.

Água no Nordeste
Dnocs corta água nos perímetros irrigados devido à escassez de água. Governo federal gasta R$ 1 bilhão/mês com ‘carros-pipa’. Transposição do rio São Francisco deve custar R$ 33 bilhões. Serão 1.100 km de rios que vão se tornar perenes. Mais de 12 milhões de pessoas, em 390 cidades do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, serão beneficiadas.

Foto: Divulgação

comments powered by Disqus
 
INSTAGRAM
Rua Pinho Pessoa, 755, Fortaleza/CE
CEP 60.135-170
Central de Relacionamento
AgroValor (85) 3270.7650
Copyright © 2006-2014
WSete Design