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da Redação

A produção e consumo de carne de frango no Brasil vem galgando um ritmo constante de crescimento. Em 2013, conforme dados da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), foram produzidas nada menos do que 12,3 milhões de toneladas de carne. Desse total, de acordo, ainda, com os números da entidade, cerca de 8,4 milhões foram para o consumo interno, o que equivale a quase 42 quilos de proteína animal por habitante/ano, conforme os cálculos.

Na pesquisa desenvolvida pela entidade, 100% das famílias brasileiras consomem a carne de frango, mas o mercado ainda tem espaço para crescer. Campanhas estão sendo desenvolvidas pela Ubabef sobre o valor nutritivo da carne de aves, o processo de manejo, tratamento, alimentação e preços. Em seu Relatório Anual (2013), mesmo com “a estiagem no Sul do país e a escassez de soja, com elevação nos preços em mais de 100% nas várias praças brasileiras”, a avicultura provou força.

O Brasil se mantém como o maior exportador mundial de carne de frango, e tem a terceira maior produção, atrás somente dos Estados Unidos e da China. O país exporta frango inteiro, cortes e industrializado, praticamente para todos os mercados (Oriente Médio, União Europeia, China e América Latina). E dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que o crescimento das exportações continua em 2014. 

Nos primeiros cinco meses do ano, foram 1,606 milhão de toneladas vendidas para fora do país, resultando no aumento de 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A China, mesmo sendo um dos maiores criadores da ave, é o sexto maior país importador de carne de frango brasileira. Em 2013, foi responsável por 5% de todos os embarques, totalizando 190,3 mil toneladas e US$ 440,7 milhões.

Francisco Turra, Presidente da Ubabef, destaca o recente acerto entre o Ministério da Agricultura (Mapa) e a AQSIQ, órgão da defesa agropecuária do governo da China.
Trata-se da habilitação de mais cinco plantas brasileiras para exportações de carne de frango para aquele exigente mercado. “Foi um intenso trabalho, já que todos os parâmetros técnicos haviam sido atendidos. É uma conquista fundamental para o nosso setor, mostrando a alta capacidade competitiva brasileira, plenamente apta a atender demandas do mercado internacional de carne de frango”, afirma. 

Às cinco novas plantas – duas da BRF (de Videira/SC e de Forquilhinha/SC), duas da JBS (de Amparo/SP e de Seara/ SC) e uma da Frango Bello (Itaquiraí/MS) –, somam-se outras 24 unidades já habilitadas para exportação ao mercado chinês. “As exportações da avicultura brasileira (carne de frango, peru, pato e marreco, ovos, material genético, pintos e ovos férteis) totalizaram 4,07 milhões de toneladas em 2013”, acrescenta o dirigente da Ubabef. 

Mercado interno 

A conquista de criteriosos mercados externos, o Brasil já obteve. Agora o desafio é fazer crescer o mercado interno. Um dos gargalos é o chamado “mito dos hormônios”. Depois da autorização do Mapa, neste ano, para constar nos rótulos dos produtos a mensagem “sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira”, as entidades de criadores querem ocupar o espaço em aberto.

O próprio Mapa reconheceu a importância de esclarecer o público sobre a não utilização de hormônios na criação do frango, um dos mitos mais antigos e persistentes no setor. “A presença de hormônio em frangos é um mito utilizado para justificar o crescimento e o menor tempo de abate dos frangos comerciais”, diz Turra. E acrescenta: “Não apenas o consumidor, mas muitos profissionais da área da saúde equivocadamente acreditam e disseminam a ideia de que são utilizados hormônios na criação de frangos”.

 

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