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A inovação é tema e prioridade das empresas de sucesso em todo mundo, em qualquer área do conhecimento. No Brasil, a Bug Agentes Biológicos e a empresa de automação agrícola Enalta estão no ranking anual da revista norte-americana Fast Company das 50 empresas mais inovadoras do mundo de 2012 e 2013, respectivamente, juntamente com as gigantes da tecnologia Apple, Facebook e Google. A Bug foi considerada pela publicação a mais inovadora do Brasil, à frente da Petrobras e da Embraer (que não aparecem entre as 50 primeiras). Os dois exemplos empresariais de sucesso demonstram que temos no Brasil um sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação, capaz de apoiar empreendedores com novas ideias e determinação para transformá-las em benefícios econômicos e sociais para todos.

Mas como promover a inovação para os agricultores, principalmente os excluídos do sistema de inovação agrícola?

Para responder a essa e outras questões relacionadas, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) analisou, juntamente com técnicos brasileiros, o papel do governo na promoção da inovação nos setores da agricultura e agroalimentar, cujos resultados constam da publicação “Inovação para a produtividade agrícola e sustentabilidade: revisão das políticas brasileiras”. Nessa análise, além das relações entre inovação, produtividade e sustentabilidade, foram examinados os respectivos papéis do governo e do setor privado no fortalecimento do sistema de inovação agrícola brasileiro, que hoje tem como seu maior desafio manter um elevado crescimento agrícola, frente ao aumento da concorrência nos mercados mundiais. Isso demanda o aumento da competitividade da agricultura brasileira, seja pelo aumento da produtividade e da qualidade dos produtos produzidos, seja pela redução de custos. Qualquer escolha estratégica coloca a inovação agrícola como essencial para a sua realização.

As principais recomendações de políticas para promover a inovação na agricultura brasileira foram: (1) Melhorar as condições gerais para a realização de negócios. (2) Melhorar a capacidade da economia para o desenvolvimento. (3) Reforçar os incentivos de política agrícola para a inovação. (4) Reforçar os incentivos diretos para a inovação em alimentos e agricultura, aumentando a capacidade e flexibilidade da Embrapa para colaborar com outros fornecedores de P & D no mercado interno e no exterior. (5) Reforçar a capacidade dos serviços de extensão para atingir agricultores pobres para reduzir o atraso tecnológico.

Nesse contexto, a Embrapa está iniciando, neste ano, a Implantação dos Núcleos Territoriais de Inovação e Referência Tecnológica em Sistemas Integrados de Produção Sustentável (NUTIR), constituído por “grupamento de cooperações resultantes” do estabelecimento de Parcerias Público-Privadas [PPP]”.

* Doutor em Agronomia e pesquisador da Embrapa
 

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