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por Guillermo Sanchez*

Olá, amigos!

Este ano não deixará saudades em nenhum setor. A economia andou de lado, claudicou e, em alguns casos, despencou. Os escândalos de corrupção tomaram conta dos noticiários quase que semanalmente. A empresa mais noticiada, a Petrobras, começou o ano com suas ações cotadas a R$ 19,46, foram a R$ 24,90, chegaram ao fundo do poço (“mais abaixo do pré-sal”) a R$ 11,84, e deram uma leve recuperada chegando a R$ 13,01, em novembro. Lembrando que a Petrobras já foi a terceira maior empresa do mundo, com ações comercializadas a R$ 37,58 (maio/2008), e hoje é considerada a empresa mais endividada do mundo. A Eletrobras também foi surrada pelas atitudes do governo e viu suas ações caírem de R$ 8,88, em setembro, para R$ 5,21, em novembro. A estatal caminha para o terceiro ano de prejuízo consecutivo e, pela primeira vez na história, pode não distribuir dividendos aos acionistas. A desaceleração da economia é evidente, as perspectivas não são animadoras e a confiança das empresas tem registrado quedas acentuadas. O dólar abriu o ano na casa de R$ 2,36 e chegou a ultrapassar R$ 2,60 no final de novembro. A arroba do boi gordo estava sendo comprada em São Paulo por R$ 110,00 e no final de novembro a R$ 145,00, com expectativa de alta até o final do ano (um dos poucos ativos que deixou feliz o produtor primário).

A seca no estado de São Paulo é a pior registrada em mais de 80 anos. Todas as culturas foram afetadas diretamente pelo excesso de calor e a falta de chuva. Nunca o estado tinha convivido com problemas tão graves. No cultivo do café as lavouras consideradas mais jovens, plantadas entre 2012 e 2013, perderam quase todos os seus frutos pelo estresse das plantas. A expectativa antes da seca era uma colheita de aproximadamente 32 milhões de sacas, hoje sinaliza menos de 28 milhões. A safra da principal cultura do estado, a cana-de-açúcar, deve ser 10% menor que em 2013, que foi de 450 milhões de toneladas. A produção do feijão será em torno de 210 mil toneladas, o que representa menos 9,6% que a safra anterior e 17,6% se comparado à média dos últimos cinco anos.  O milho colhido neste ano será 26% menor que na safra anterior.

Entre as escolhas para os ministérios do governo Dilma, a pasta da agricultura vai para a Senadora Kátia Abreu, do PMDB do Tocantins, ela que preside a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária). Eleita pelo PFL que depois virou DEM, a senadora migrou para o PSD. No início do governo Lula, fazia parte da oposição. Mesmo com uma grande fatia de produtores rurais completamente contra o governo PT, a senadora foi atraída pelo poder e traiu a confiança de uma grande massa dos seus eleitores. Esperamos que ela tenha a honradez de representar bem o homem do campo.

Bem amigos, que tenhamos mais seriedade e sorte com os nossos governantes em 2015 e nos anos vindouros. Feliz Ano Novo!

*Leiloeiro rural

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