AgroValor Publicidade
AgroValor

Da Redação

Hoje, no Brasil, mais de cem obras de infraestrutura, além de duas gigantescas unidades de refino de petróleo (Abreu e Lima, em Pernambuco, e Comperj – Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), duas plantas de fertilizantes e 31 contratações de embarcações junto a dezoito estaleiros, estão ameaçadas de paralisação. O alerta é da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em documento denominado “Investimentos em infraestrutura e P&G (petróleo e gás) com execução ameaçada no Brasil”.

Segundo a entidade, os 144 empreendimentos representam mais de R$ 423 bilhões, o equivalente ao PIB (Produto Interno Bruto) do estado de Minas Gerais. A ameaça, conforme o estudo inédito, deve-se aos desdobramentos da chamada “Operação Lava-Jato”, da Polícia Federal.

Para o empresário Vinicius Ferraz, presidente do Grupo Ferbras, “o baixo investimento em infraestrutura de escoamento prejudica e prejudicará toda oportunidade global de desenvolvimento da economia”. A base da “crise da Petrobras” é institucional, afirma ele, pois o governo é o acionista controlador da empresa e “está sob suspeita de má administração”.

Ferraz lembra que, além da gestão, existe um gargalo político, que é o fraco relacionamento na base do governo e os péssimos índices de desempenho da economia brasileira, que “criam um ambiente de poucas oportunidades de crescimento”.

Sobre a paralisação das obras, afirma que esse será o principal desafio do Brasil no futuro próximo. Nos últimos doze anos, os governos optaram por valorar o consumo de bens pelas famílias como forma de alavancar a economia, avalia o empresário, e destaca que “isso é uma forma muito pequena para criar números; e grande para criar desequilíbrio econômico de longo prazo”.

O AgroValor indagou também ao empresário sobre a possibilidade de uma possível retomada do crescimento brasileiro ainda em 2015. Considerando o desempenho do Brasil no agronegócio, Ferraz afirma que sempre “haverá mercados com potencial de crescimento em qualquer país democrático e, de qualquer modo, nós continuaremos a nos alimentar”.  Mas ressalta que “a falta de credibilidade do atual governo e dos índices econômicos do Brasil não torna fácil ter uma expectativa de crescimento antes do segundo semestre de 2016”.

Ele acredita que “os esforços da atual equipe econômica podem trazer uma atenuação na curva descendente da performance econômica, porém a retomada dos investimentos nos Estados Unidos e nos países da União Europeia certamente trará novos desafios de crédito, liquidez e equilíbrio das moedas, criando um ambiente ainda mais complexo”.

A expectativa, de acordo com o experiente administrador, é de que, por tratar-se de “mercado em franca ascensão, preparado para as intempéries econômicas e responsável por cerca um quarto do PIB nacional”, o agronegócio possa elevar seus índices de transação, pelo importante papel que desempenha no conjunto global das commodities de alimentos. “Isso pode proteger os negócios futuros”, prevê.

__________________________________

PREJUÍZOS

- 144 obras de grande porte paralisadas, no setor de petróleo, energia e infraestrutura.
Duas gigantescas unidades de refino de petróleo, duas plantas de fertilizantes e 31 contratações de embarcações.
Prejuízo representa mais de R$ 423 bilhões, o equivalente ao PIB de Minas Gerais.

Foto: Divulgação

comments powered by Disqus
 
INSTAGRAM
Rua Pinho Pessoa, 755, Fortaleza/CE
CEP 60.135-170
Central de Relacionamento
AgroValor (85) 3270.7650
Copyright © 2006-2014
WSete Design