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A companhia de alimentos JBS anunciou nesta terça-feira que José Batista Júnior assumiu a presidência da empresa em caráter interino, depois que a Justiça impediu Wesley Batista de exercer cargos executivos, como consequência da Operação Greenfield, da Polícia Federal.

 

A maior processadora de carne bovina do mundo também afirmou que a presidência do Conselho de Administração será exercida pelo fundador do grupo, José Batista Sobrinho, diante de decisão semelhante da Justiça contra Joesley Batista.

“O Sr. Wesley Batista está temporariamente suspenso do exercício de seus cargos de Diretor Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração da companhia e o Sr. Joesley Batista está temporariamente suspenso do exercício de seu cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia”, afirmou a JBS.

As ações da JBS exibiam queda de 0,60% às 11h59, cotadas a R$ 11,55.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista foram alvo da Operação Greenfield na semana passada. A operação teve como objetivo investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de empresas estatais — Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal) — com o cumprimento de 127 mandados judiciais em diversos estados.

“Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da companhia. A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança”, disse José Batista Júnior, em comunicado à imprensa.

Com a suspensão de Wesley e Joesley, a Eldorado Brasil, produtora de celulose controlada pela empresa de investimentos da família Batista, a J&F, anunciou também nesta terça-feira que seu Conselho de Administração será presidido interinamente por Ricardo Menin Gaertner. A vice-presidência do colegiado ficará com Francisco de Assis e Silva.

Wesley e Joesley vão recorrer da decisão da Justiça, informaram as empresas.

A Operação Greenfield investiga fraude em “pelo menos” oito fundos de investimentos. De acordo com o despacho do juiz, ao qual O GLOBO teve acesso, 40 pessoas são investigadas por gestão temerária e fraudulenta nos fundos de pensão. São gestores, corretores e grandes empresários que aplicavam em Fundos de Investimentos em Participações (FIPs) Cevix, Multiner, Sondas, OAS Empreendimentos, Enseada, RG Estaleiros, Florestal e Global Equity. Além dos casos que envolvem os fundos de participação, os investigadores também identificaram outros dois casos de irregularidades. Um deles é a Invepar, onde houve investimentos dos fundos de pensão. Há ainda a alienação subfaturada de salas no edifício da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, pela Funcef com "total desprezo para com o patrimônio do Fundo de Pensão".

Em vez de prisão preventiva, o juiz deu medidas cautelares alternativas. Suspendeu o exercício de qualquer atividade no mercado financeiro, em direção de empresa ou em função pública, direção ou gerência e até em conselhos em entidades de previdência complementar. Proibiu todos os 40 investigados de manter qualquer tipo de comunicação seja por telefone, e-mail e até mesmo por meio de redes sociais com os demais investigados. Não podem ainda entrar nos prédios da Funcef, Petros e Postalis e nem saírem da cidade em que moram sem autorização judicial. Assim, os irmãos Wesley e Joesley Batista, do grupo J&F, e os outros 38 investigados foram afastados de seus cargos nas empresas.

Por O Globo com Reuters 
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