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da Redação

Por que há tanta recorrência de fraude no leite do Brasil?”. A indagação não é somente do consumidor, mas da população em geral que, de tanta exposição na mídia, pode acabar pensando que é normal. Mas não é. Trata-se de uma ação delituosa praticada por quadrilhas com o objetivo de obter lucro. É tão grave, que o Ministério Público, em Santa Catarina, quer pena de duzentos anos de prisão para cada um dos 36 suspeitos de adulterar leite nesse Estado. Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os estados onde a chamada “Operação Leite Compensado”, do Ministério Público, vem flagrando o maior número de pessoas envolvidas. O promotor de justiça e coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), Fabiano Baldissarelli, disse que vai “buscar a pena máxima, pois eles adulteraram um alimento essencial à vida”.

Medidas lentas
As fraudes são do conhecimento do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) desde 2010, quando detectou as irregularidades em leite cru no Rio Grande do Sul. Na época, somente foi assinado um “termo de cooperação técnica”, entre fiscais do órgão e o Ministério Público. Em maio de 2013, novas denúncias e a constatação, divulgada pela imprensa, de nada menos do que cerca de cem milhões de litros de leite cru contendo formol para aumentar o volume e disfarçar a perda nutricional entre a propriedade rural e a indústria. As investigações prosseguiram, e agora, após um ano, o Gaeco, grupo de investigação que abrange polícias federal, estaduais, rodoviárias e outros órgãos, constatou que o crime prossegue em todos os estados do Sul, envolvendo cooperativas,

Solução
Para tentar reverter o problema, o Mapa abriu, no mês de agosto, o “Edital de Chamamento Público nº 2/2014”, pela Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério, visando, entre outros pontos, melhorar a qualidade e a segurança do leite ao longo de todo o sistema produtivo. Porém, somente serão contemplados os estados da Região Sul, além de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, por serem os maiores produtores. Nos próximos editais, conforme fonte do Ministério, outras regiões podem ser beneficiadas, sendo que o objetivo é incluir as principais regiões produtoras de leite do país nos projetos de boas práticas agropecuárias e capacitação. No site do Mapa, onde constam as empresas credenciadas para averiguar as condições adequadas do produto, são poucos os estados que apresentam laboratórios, nenhum nas regiões Norte e Nordeste. Apesar de beneficiar praticamente os estados onde se registram as fraudes, na justificativa do edital – que disponibiliza R$ 25,6 milhões para garantir a qualidade do produto – o texto reconhece que são diversas as características da pecuária nacional de leite. “Existem propriedades de subsistência, sem a utilização de técnicas e com produção diária menor que dez litros, até produtores comparáveis aos mais competitivos do mundo, usando tecnologias avançadas e com produção diária superior a 60 mil litros”.

Saiba mais

Mapa oferta R$ 25,6 mi para garantir a qualidade do leite no Brasil
Capacitação de produtores rurais em tecnologias, conceitos e procedimentos de produção de acordo com as boas práticas agropecuárias Nos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Foto: Divulgação

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