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No artigo anterior abordei a e-agricultura no Brasil, em que a estratégia de inserção digital dos agricultores foi a instalação de computadores em telecentros.

Outros países, principalmente os dos continentes africano e asiático, têm superado a falta de acesso dos agricultores às informações agrícolas, utilizando os celulares, conectados à internet. Segundo o Banco Mundial (2012) essa estratégia aumentou a renda dos agricultores de 16,5% a 36% em Uganda e 10% em Gana. A Vodafone, multinacional britânica, operadora de celulares, estima um potencial de aumento da renda agrícola, em países africanos, de 48 bilhões de dólares até o ano 2020 (Food Security and Climate-Resilient Agriculture..., 2014, por Marke, A. T.).

A publicação acima, destaca a revolução digital para agricultura como sendo a "Nova Revolução Verde", que deverá ser promovida para atingirmos as metas ambiciosas de produtividade de alimentos, para alimentar nove bilhões de pessoas, até 2050. Nela foram relatados casos de sucesso, dos quais destaco: Seeds4Needs (mais de 6.000 agricultores em 11 países, incluindo Índia, Camboja, Honduras e Etiópia, estão envolvidos em pesquisas participativas sobre o arroz, trigo, cevada, batata-doce, feijão, entre outros); E-Farming (é um serviço de mensagens de texto no Quênia que tem proporcionado aos agricultores consultoria agronômica sobre manejo da cultura, o uso de fertilizantes e escolha de variedades de milho para plantio desde 2011); e M - Farm (é um programa para celulares, desenvolvido no Quênia, para fornecer aos pequenos agricultores informações sobre preços de mercado para ajudá-los a negociar preços mais justos com os corretores. Já é utilizado por cerca de 5.000 agricultores). Entre as inovadoras plataformas web relatadas, destaca-se a Digital Green, que já produziu mais de 3.700 vídeos em mais de 20 idiomas, atingiu 7.448 distritos e mais de 640 mil membros da comunidade. Atualmente, está implementando projetos em oito estados na Índia e em áreas selecionadas na Etiópia, Gana e Tanzânia, na África, em parceria com mais de 20 organizações.

Esses casos de sucesso são inspiração para aplicarmos, no Brasil, a inovação reversa, desenvolvendo aplicativos e plataformas para a web, para que os agricultores excluídos da assistência técnica tenham a oportunidade de acesso às informações científicas, tecnológicas e de mercado.

Doutor em Agronomia e pesquisador da Embrapa
 

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