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da Redação

Mesmo com três anos consecutivos de chuvas abaixo da média, os complexos urbanos do Nordeste, como Fortaleza, Salvador, Recife, Natal e demais capitais, ao contrário da cidade de São Paulo, não apresentou, ainda, risco de racionamento de água para o consumo humano. Nas últimas cinco décadas, a região conseguiu construir reservatórios com potencial de armazenar mais de 30 bilhões de metros cúbicos de água que servem também para a irrigação.

O Ceará sozinho, por exemplo, já bateu recorde de armazenamento, em 2009, quando acumulou nada menos do que 17,138 bilhões de metros cúbicos de água, quando também quase todos eles sangraram. O Estado detém a metade dos projetos de acumulação. No entanto, para os especialistas, a “luz vermelha” já acendeu na região. Caso não chova nos próximos trinta dias, a situação se agravará.

Sem medo
Desde o ano passado, pequenos reservatórios que abastecem cidades do interior já ofereciam somente o volume morto. E centenas dessas cidades continuam sendo abastecidas através de carros- pipa. No final de 2014 várias comunidades já eram consideradas “em emergência”. No entanto, conforme a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), mesmo que em 2015 a baixa pluviometria prossiga, ou seja, chuvas abaixo da média, não haverá problema para o abastecimento da região metropolitana de Fortaleza.

O açude Castanhão, que abastece Fortaleza, as cidades da região metropolitana e o Complexo Industrial do Porto do Pecém, está, sim, numa situação nunca vista, mas consegue fornecer água ainda em 2015, conforme a empresa que monitora e gerencia a distribuição da água para o consumo. Para diversos perímetros irrigados, o abastecimento já foi cortado ou reduzido, prejudicando enormemente os investimentos de culturas permanentes, como coco, por exemplo.

Quadro geral
De acordo com dados do Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (Dnocs), órgão que apura diariamente a situação de todos os açudes, o Nordeste, como um todo, só dispõe atualmente de 26% das suas reservas. Informações apuradas na primeira semana de dezembro último, o volume, em termos de quantidade, estava em 7.455.832 bilhões de metros cúbicos, praticamente ¼ do seu potencial de armazenamento.

Desse total, conforme a mesma fonte, o Ceará mantém, ainda, praticamente a metade, com 3.637 bilhões de metros cúbicos, ou seja, 23% do seu potencial. O Castanhão, sozinho, tem capacidade para guardar 6,7 bilhões de metros cúbicos de água. A pior situação é a do estado de Pernambuco, que conta atualmente com apenas 13% da sua capacidade, ou seja, somente cerca de 260 milhões de metros cúbicos.

O estado da Paraíba também está com reservatórios bastante críticos, em torno de 22%, a Bahia com 42%, Alagoas 42%, Rio Grande do Norte com 30%, e o Piauí com 34%. De acordo com o relatório do Dnocs, metade dos açudes do Piauí opera com menos de 10% da sua capacidade.

CHUVAS NO NORDESTE
* Três anos consecutivos de chuvas abaixo da média;
* Capitais ainda suportam chuvas abaixo da média;
* Cidades do interior temem calamidade já neste início de ano;
* Metade dos açudes do Piauí opera com menos de 10% da sua capacidade.

Foto: Divulgação

 

 

 

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