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A primeira revolução agrícola mundial, a “Revolução Verde”, foi criada pelo presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Henry S. Truman (12/04/1945 – 20/01/1953), nos primeiros anos da Guerra Fria (1945-1991), travada entre as duas principais potências mundiais, EUA e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), ambos interessados em assumir a liderança mundial dos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento e influenciar o modelo de desenvolvimento dos mesmos, capitalismo e comunismo, respectivamente.

Esse movimento da URSS foi denominado de Revolução Vermelha. Para se contrapor a essa revolução da URSS, e aos graves problemas mundiais, como a fome, a superpopulação (Population Bomb) e a previsão malthusiana da falta de alimentos para essas populações e as futuras gerações, Truman criou a Revolução Verde com base nas diretrizes contidas no seu discurso. “... Nós devemos iniciar um programa ousado de disponibilizar os benefícios dos nossos avanços científicos e progresso industrial para o nosso aperfeiçoamento e crescimento de áreas subdesenvolvidas. ...Deve ser um esforço global para alcançar a paz, abundância e liberdade. ...É a chave para produzir uma maior e mais vigorosa aplicação do conhecimento científico e técnico moderno.”

Da sua execução participou a inciativa privada, através de John Davison Rockefeller III, que, com a Fundação Rockfeller apoiou a transferência de tecnologias agrícolas americana para os países em desenvolvimento. Foi chave nesse processo a criação de Centros Internacionais de Pesquisa (milho e trigo, arroz entro outros 13) nos países priorizados.

Coube ao agrônomo Norman Borlaug (Prêmio Nobel da Paz de 1970), a liderança das pesquisas de melhoramento genético com trigo, no México, para aumento de produtividade, e depois na Índia, para desenvolver novas variedades de trigo e de arroz, de alta produtividade e adaptadas aqueles países. O trabalho de Borlaug, além de ter introduzido os paradigmas de agricultura intensiva, com base em monoculturas e utilização da irrigação e de insumos químicos, como os fertilizantes e os defensivos agrícolas, salvou da morte mais de 1 bilhão de pessoas. Apesar dos benefícios obtidos, como o aumento de produção e de produtividades das culturas, esses insumos, manuseados inadequadamente, também provocaram e ainda provocam sérios impactos em agricultores e no ambiente.

Foi uma revolução agrícola que contou com uma motivação, uma ideia e três líderes em suas respectivas áreas de atuação. A cooperação e a execução em cada território fizeram acontecer. Novos desafios se apresentam. Novas estratégias serão necessárias!


DOUTOR EM AGRONOMIA, PESQUISADOR DA EMBRAPA AGROINDÚSTRIA TROPICAL

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