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A primeira revolução agrícola mundial, a “Revolução Verde”, tema de artigo anterior, contou com uma motivação, uma ideia e três líderes em suas respectivas áreas de atuação.

Entramos no século XXI e um novo cenário mundial se configurou, trazendo sérias ameaças a sobrevivência humana no planeta terra. Fazem parte desse cenário, a previsão do aumento da população mundial para 9 bilhões de pessoas até 2050; o aquecimento global, com graves eventos climáticos, como elevação de temperatura, secas, esgotamento dos lençóis freáticos, descongelamento das geleiras do ártico; redução de produtividade das culturas, desertificação e o consumo dos recursos naturais, levando aos seu esgotamento. No dia 13 de agosto de 2015 (Earth Overshoot Day 2015), consumimos todas as reservas naturais que deveriam ser consumidas em um ano.

As mais expressivas lideranças mundiais já se posicionam favorável a uma nova revolução verde, que atenda diversas demandas – Papa Francisco defende revolução verde e diz temer guerra por água (Correio Brasiliense, 24/08/2015); Ativista, Naomi Klein, defende revolução verde para salvar o mundo (Folha de São Paulo, 24/08/2015); A Nova Revolução Verde: Porque os agricultores mundiais estão voltando aos negócios (TIME, outubro de 2009); A segunda revolução verde deverá ser para segurança alimentar (Jornal O Financial Expresso,17/07/2011 - Edição: Nova Deli); A revolução verde 2.0: o caminho da energia sustentável (Sustainable Development Insight, Outubro de 2010) e Primeiro Ministro da India, Narendra Modi, defende uma “revolução tricolor”, composta pela segunda revolução verde (com foco no desenvolvimento agrário e leguminosas), a revolução branca (assegurar o bem estar dos animais), a revolução azul (para o bem estar dos pescadores, limpeza dos rios e mares, e a conservação da água), e a revolução energética açafrão (com base na energia solar); e o Desafio 2050 – unidos para alimentar o planeta: como o Brasil muda esse jogo? (http://www.desafio2050.org/).

Desse quadro geral conclui-se que, até 2050, necessitaremos, urgentemente, de novas revoluções verdes.

Ao contrário da primeira, as próximas revoluções agrícolas serão caracterizadas por muitas motivações, muitos homens, muitas ideias, múltiplos objetivos e novas cores. Em seu portfólio estarão outras revoluções, como a digital, bioeconômica, econômica, biotecnológica, robótica, ambiental, nutricional, informacional, energética, educacional, tecnológica, agrícola, nanotecnológica, política, industrial, social, científica, alimentar, agroindustrial e a da saúde. Serão novos caminhos a desbravar!

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* Doutor em Agronomia e pesquisador da Embrapa

 

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