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por Rogério Morais

Risco de apagão, falta de água para o consumo humano em grandes cidades, como São Paulo, e os gargalos nos modais de transportes ainda em evidência, quando o país precisa movimentar a safra de grãos fora da porteira. Se a gestão do consumo da água, conforme a legislação, diz respeito mais aos governos dos Estados, a questão da energia é um tema que se arrasta há quase 15 anos, quando surgiram as primeiras necessidades de racionamento.

Mas o que está em evidência, devido aos prejuízos práticos no dia a dia do agronegócio, são os transportes de cargas, a chamada logística, em todos os modais. Para o ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/PR), César Borges, na primeira gestão da presidenta reeleita, “não faltou nada na logística do Brasil”. No entanto, ele reconhece que “isso é um processo que tem que maturar” e várias áreas “deslancharam” na primeira administração. “Na área rodoviária, o governo conseguiu fazer seis grandes leilões de rodovias, que representam cerca de cinco mil quilômetros de estradas concessionárias e três mil quilômetros para serem duplicados em cinco anos”, respondeu o ministro, em entrevista ao AgroValor, antes de abrir um seminário sobre portos em Fortaleza (CE).

Avançar
Nos aeroportos, destaca Borges, “também foi uma grande vitória. Os mais movimentados do Brasil foram motivos de leilões com sucesso”. Mas ele admite “que é claro que temos agora que avançar em dois setores, dois modais: ferroviários e portuários”. “Foram muitos os avanços no setor portuário, principalmente na área de contêineres, que se compara aos mais modernos do mundo em movimentação de cargas”, assegura.

Para o ministro, a eficiência brasileira com carga conteinerizada equipara-se ao porto de Rotterdam, na Holanda. Segundo ele, a questão “é o crescimento do Brasil, pois precisamos continuar avançando”. Uma dessas medidas na nova gestão é concluir os arrendamentos das áreas que têm contratos vencidos no setor de portos e a “homologação antecipada de contratos por conta do novo marco legal regulatório do setor”.

Privado
Sobre a lentidão dos projetos no setor ferroviário, que tinha como previsão construir onze mil quilômetros de ferrovia, Borges concorda que o Brasil “necessita avançar, através de um modelo adequado”, considerando que a parceria pública–privada é importante. Uma política que combina com o pensamento do consultor em logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), economista Luiz Antônio Fayet, que assegura que o governo não tem dinheiro “para fazer tudo o que o Brasil precisa”.

Ao AgroValor, falando sobre infraestrutura, Fayet afirma que o progresso do Brasil “tem que contar com os investidores particulares”.  Já o ministro Borges garante que, no segundo governo Dilma, haverá a conclusão da Ferrovia Norte–Sul, com mais 600 quilômetros construídos, entre Ouro Verde, próximo a Anápolis (GO), onde já foi entregue o trecho principal (Açailândia–MA), e Estrela do Oeste (SP), extensão sul.

De acordo ainda o ministro, “o governo quer ampliar ao máximo a Norte-Sul para ser uma coluna vertebral da viação ferroviária do Brasil, saindo do Pará, em Barcarena, até Rio Grande, no Rio Grande do Sul”, anuncia. Para o deputado federal cearense, Leônidas Cristino (PROS-CE), a Ferrovia Transnordestina é “essencial para a região”. Segundo ele, que vai assumir um novo mandato e também foi ministro dos Portos, serão investidos 133 bilhões de reais em rodovia e ferrovias, e mais 70 bilhões de reais para os portos no próximo governo.

NÚMEROS

Rodovias
6 leilões com cerca de 5 mil km de estradas concessionárias
3 mil km para serem duplicados em 5 anos

Ferrovias
600 km da Norte-Sul, entre Estrela do Oeste (SP) e Rio Grande (RS), serão entregues no próximo governo

Portos
R$ 70 bi de investimento no próximo governo

Foto: Divulgação

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