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por Rogério Morais

Livres da aftosa com vacinação há um ano e meio, os estados do Nordeste – Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte – que conquistaram esse status sanitário desde agosto de 2013, conforme reconhecimento da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), ainda não usufruem, como deveriam, dos mercados interno e externo no setor de proteína animal.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, afirma desconhecer, oficialmente, a existência de “novos negócios diante do novo quadro”, e lembra, ainda, que toda a Região Nordeste vem passando por um fator extremamente negativo, que é a seca dos últimos três anos. Para ele, a alavancagem maior seria a “mudança de visão dos produtores nordestinos”.

Um dado concreto foi a exportação de 165 cabeças de gado da raça Guzerá feita pelo Rio Grande do Norte para o Senegal, África. Uma operação de “força tarefa” que teve a participação do governo daquele estado e entidades de criadores, tendo à frente os criadores locais Geraldo Alves e Camilo Collier.

De acordo com o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), economista Eduardo Bezerra, o problema é de escala. Ele lembra, por exemplo, quando uma comissão de um país africano esteve no Ceará para negociar a compra de ovinos para o seu país, querendo “todo o rebanho cearense”. Em termos de negócios internacionais entre os estados da região com o resto do mundo, para Bezerra a barreira da aftosa é, portanto, “uma questão mínima”.

Hoje todo negócio depende de escala e da macroestrutura que envolve toda a cadeia. Segundo o técnico da Fiec, atualmente existe negociação entre investidores franceses interessados em produzir queijo no Ceará. E cita o exemplo positivo do leite cearense: “Hoje a Danone sai com rótulo do Ceará” para o resto do mundo, mostrando que existe uma cadeia de investimento em torno do negócio.

Para Flávio Saboya, a expectativa de geração de negócios para o Nordeste depois do novo status da febre aftosa tem uma realidade concreta:  O Nordeste brasileiro tem o maior rebanho de ovinos e caprinos do mundo. E o “desafio é exatamente as portas que se abrem nesse setor para os negócios internacionais, já que não temos mais nenhuma restrição sanitária”, lembra.

Segundo Saboya, os Estados Unidos e a Europa, hoje, são mercados abertos para os produtos de ovinos e caprinos do Nordeste. Destaca, porém, a importância da organização de produtores com esse objetivo.

O rebanho do Ceará é significativo mas não existe uma organização voltada para a comercialização. Saboya informa que no Ceará existem cinco frigoríficos prontos para industrialização e recepção dessas carnes de ovinos e caprinos, “mas essas empresas estão praticamente fechando por falta de uma oferta em escala”.

Indagado sobre se existe algum estado do Nordeste onde esse processo está mais avançado, o dirigente da Faec afirma que não tem conhecimento de qualquer diferencial entre estados do Nordeste, mas no caso do Brasil, lembra que em Santa Catarina, na área de frangos, e outras aves, e até de ovinos, de pequenos produtores, “a cadeia já está mais organizada”.

Região Nordeste

Maiorplantel do mundo de ovinos e caprinos.
Livre de todas as restrições sanitárias da OIE.
Pode vender para os Estados Unidos e Europa.

Foto: Divulgação

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