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da Redação

O maior gargalo para os produtores de ovinos é encontrar a fórmula que gere um animal precoce para o abate e que ofereça uma carcaça vantajosa e de boa qualidade. Um modelo que garanta escala pelo menos parecida com o frango industrial, um negócio que foi criado há mais de 80 anos, nos Estados Unidos, e hoje opera no mundo inteiro, sem problema de clima.

Para o especialista e professor William Cardoso Maciel, “é perfeitamente possível do ponto de vista de produção, da genética”, comenta. No entanto, a grande questão é o “alto valor produtivo com a resistência a patologias”, lembra.

Negócio rentável
“É inversamente proporcional”, ou seja, quanto mais o animal é produtivo, mais trabalhado geneticamente, ele fica mais exposto a doenças, conforme Maciel.  Mas faz questão de esclarecer “que isso não quer dizer que seja economicamente inviável”. E compara com a avicultura de corte, que é feita com grandes gastos com vacinas, medicamentos e produtos sanitários e de higienização, “e mesmo assim é um negócio rentável”, lembra.

Para opinar sobre a questão do ovino, o professor vai buscar a história do frango de corte. A data marcante do nascimento da avicultura industrial no mundo é 1930. “O chamado frango de corte é originário do cruzamento do ‘Galo-banquiva’, praticamente selvagem, com a raça Legorne [galinha]”, detalha.

Para ele, dentro da avicultura, não existe raça, existe linhagem. “São linhagens como se fossem marcas”, como qualquer marca industrial ou objetos. “E não são subespécies porque são animais completamente modificados pela mão do homem”, esclarece.  O frango de corte é fabricado pela matriz pesada, que é uma galinha cem por cento manipulada pelo homem, acrescenta.

Para entender melhor, se fosse aqui no Ceará, o especialista explica, “pega-se uma galinha caipira, ‘pé- duro’ ou de fundo de quintal, e junta-se com o ‘Galo- banquiva’. Nessa galinha o homem manipulou. Tirou o gene do choco e também o gene para aumentar a capacidade produtiva. Ou seja, enquanto uma galinha ‘pé-duro’ produz cerca de vinte ovos e choca, a nova galinha pode produzir até 320 ovos ao ano e não choca”, afirma, e completa: “Ela não tem mais nenhuma semelhança com a galinha nativa”.

Ovinos 
Toda essa explicação do especialista sobre o frango é para afirmar que “é possível fazer o mesmo no ovino, pois o homem já domina perfeitamente a engenharia genética, a partir da biologia molecular”, garante. No entanto, ressalta ele que “todo animal que produz para escala industrial, tudo é criado em laboratório”, como a vaca que produz muito leite, por exemplo.

No ovino, o critério pode ser parecido com o processo do frango, no entanto, esse tipo de manejo “não seria aceito”, segundo o Prof. Maciel, por questões do bem- estar animal. Ele esclarece que um animal criado nessas condições, em cativeiro, com limitações de espaço, sofre uma série de restrições para diminuir o gasto de energia, como não caminhar, não pular e produzir mais carnes.

Produção industrial

Segundo especialista, produção de cordeiro em alta escala é possível, como no processo do frango industrial.

Sistema aumenta o custo de produção, devido a novas doenças.

Para pesquisador, o melhor modelo é o cruzamento de raças e a escolha do ambiente adequado.

Foto: Divulgação

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