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Da Redação

Os quatro anos seguidos de chuvas abaixo da média no Nordeste já reduziram o rebanho de ovinos no estado do Ceará em torno de 35%. A informação é do secretário de política agrícola da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais na Agricultura no Estado do Ceará (Fetraece), José Francisco Carneiro. De acordo com ele, o Ceará tinha em 2012 um rebanho de 3 milhões de ovinos, hoje só tem dois milhões.

A perda de um milhão de ovinos foi ocasionada pelos sucessivos anos de índices pluviométricos abaixo da média, desde 2012. Carneiro, no entanto, diz que o setor vem, cada vez mais, criando métodos de convivência com a seca, apesar da enorme baixa em uma das áreas mais sustentáveis das famílias rurais nordestinas, que é a criação de ovinos. A prova disso, conforme ele, é que a VIII FECEAF (Feira Cearense da Agricultura Familiar), realizada na primeira semana de julho, em Fortaleza, teve a participação de 300 expositores de todas as regiões do estado.

Meta
Como um dos coordenadores do evento que mobiliza os sindicatos rurais cearenses, Carneiro garante que essa era a meta desafiadora desde o início do ano, “reunir 300 expositores”, maior do que no ano anterior. Ele ressalta também o grande número de visitantes – 15 mil – da feira, que tinha diversos produtos agrícolas, pecuários e manufaturados do interior.

O evento mostrou, inclusive, a diversidade de produtos da agricultura familiar, como a venda de ovinos e caprinos; de aves e ovos caipiras; peixes; mel de abelhas, com e sem ferrão; venda de produtos artesanais e produtos não agrícolas, como cachaça artesanal; entre outros. Segundo a coordenação, todos os produtos ofertados não usam agrotóxicos em suas lavouras.

As principais atrações da VIII FECEAF foram a casa de farinha – beiju, tapioca, goma fresca e farinha; o engenho – rapadura na quenga de coco, alfenim e batida; a bodega típica do interior; a fazendinha; e o pavilhão da agroindústria familiar. Foi montado também o pavilhão das inovações e tecnologias apropriadas para a Agricultura Familiar; pesque e pague; exposição de animais; concurso leiteiro (caprino e bovino); premiação para os animais de melhor padrão racial e produtividade leiteira; praça de alimentação com comidas típicas da roça; estandes institucionais; e festival cultural, com forró pé de serra.

Resistência
Toda essa nova realidade, defende Carneiro, é uma prova de que o trabalhador rural cearense está aprendendo a conviver com a seca. Ele destaca as novas tecnologias que estão chegando ao sertão e a assistência do governo no gerenciamento de água. E cita as cisternas, as barragens subterrâneas, a irrigação em pequenas propriedades, “tudo isso vem dando esse resultado que estamos vendo aqui, mesmo com mais um ano de seca”.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do Censo Agropecuário de 2006, a Agricultura Familiar é responsável por mais de 70% da produção dos alimentos que chegam à mesa do povo brasileiro.  Neste ano, o governo federal destinou R$ 28,9 bilhões para o setor, no Plano Safra 2015-2016.


Foto: Divulgação

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