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O extrativismo da castanha-do-Brasil, também conhecida como castanha-do-Pará, vem crescendo no Brasil e desde a década de 90 do século passado indústrias de beneficiamento da amêndoa estão se instalando por toda a Amazônia. A castanha passou a ser, então, um dos principais produtos florestais não-madeireiros trabalhados na região.

Em Rondônia, o quarto maior produtor de castanha-do-Brasil no país, a produção se concentra em terras indígenas, sobretudo em Ji-Paraná. Somente em 2011, a produção no estado chegou a 3.500 toneladas. O estudo dessa cadeia sob a ótica das redes sociais foi o tema da dissertação de mestrado em administração do professor Eslei dos Reis, pela Universidade Federal de Rondônia.

Em seu trabalho “Cadeia extrativa da castanha-da-Amazônia: análise sob a perspectiva de redes sociais” o pesquisador buscou compreender as conexões que envolvem desde os coletores indígenas até as indústrias de beneficiamento. “É um tema bastante interessante em função da procura que a amêndoa tem apresentado nos últimos anos, tanto na área alimentícia quanto na de cosméticos, inclusive pelo mercado internacional”, explica.

Durante sua pesquisa de campo em Ji-Paraná, Reis pode conhecer três etnias indígenas predominantes: Arara, Gavião e Zoró, que somam aproximadamente três mil pessoas, ¼ da população indígena do estado. Além dessas populações, o pesquisador investigou entidades que se relacionam com esses povos nessa atividade econômica, como órgãos governamentais, como a Funai e a Conab, cooperativas, empresas ou projetos como o Pacto das Águas, que com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, estimula e consolida estratégias de desenvolvimento econômico pautadas na sustentabilidade.

Reis constatou que a rede da cadeia da castanha-do-Brasil em Ji-Paraná se constitui com dezoito atores, sendo que a Associação do Povo Indígena Zoró (Apiz) e a Associação Indígena Zavidjaj Djiguhr (Assiza), do povo Gavião, as que possuem maior influência nessa rede. “Acredito que no quesito organização, estes povos são superiores a outros quando se trata da castanha em Rondônia”, destaca o pesquisador. Este é um dos motivos de não ter sido identificada a presença de atravessadores durante a pesquisa de campo.

Em relação a atuação do projeto Pacto das Águas, Reis acredita ser uma referência para a cadeia da castanha. “O Pacto das Águas pode ser considerado um ponto de interconexão entre atores e mostra também o poder de influência e prestígio na rede”, analisa. O projeto tem atuação com os povos indígenas Gavião e Arara, além de outros povos no Leste de Rondônia e Noroeste de Mato Grosso.

"Para nós, é importante termos análises e avaliações externas sobre os avanços obtidos, pois isso demonstra que estamos no caminho certo e que temos muito trabalho pela frente", avalia Plácido Costa, coordenador do projeto que há mais de dez anos investe no empoderamento dos povos indígenas e tradicionais.

Sobre o Pacto das Águas

O projeto Pacto das Águas tem como objetivo estimular e consolidar estratégias de desenvolvimento econômico pautadas na manutenção da floresta e respeito a cultura das populações. Com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, atua na região Noroeste de Mato Grosso e Leste de Rondônia, envolvendo mais de três mil pessoas no  apoio ao manejo florestal comunitário, como a seringa e a castanha.

Além de ser considerada como uma das mais bem sucedidas experiências em alternativas de geração de renda pautadas na conservação das florestas na Amazônia junto a povos indígenas e tradicionais, o Pacto das Águas ajuda a garantir a conservação de 1,8 milhão de hectares de floresta amazônica, considerando a área ocupada pelos povos participantes do projeto.

A Petrobras acreditou na força dessas ideias, e por meio de seus programas de responsabilidade social, vem apoiando mais de 500 projetos em várias regiões do país, que tem contribuído para  agricultores familiares, povos indígenas e tradicionais e grupos de jovens e mulheres construir novas realidades que tragam mais dignidade e qualidade de vida à essas populações.

(FONTE: PACTO DAS ÁGUAS)

Foto: Divulgação

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