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Da Redação

A crise hídrica que o Brasil vem passando nos últimos anos, agravada em 2015 em quase todas as regiões, vem motivando não somente a população nas próprias residências ou condomínios, mas principalmente pesquisadores, inventores e a indústria. O incentivo às alternativas de captação do líquido é motivado inclusive por conta também da crise energética que atinge o país. Conforme os especialistas, é essencial “trabalhar e viver de forma sustentável, pensando sempre em economizar recursos como água e energia”.

O Agrovalor, nos últimos anos, abordou, por diversos ângulos, a questão, ouvindo opiniões de especialistas renomados, como realizando reportagens sobre o assunto. Desde obras em andamento de transposição das águas do rio São Francisco e o projeto de ligações de grandes bacias brasileiras, como a do rio Tocantins com as do Nordeste, até pequenas experiências dos chamados “açudes inteligentes” e as tradicionais cisternas populares do semiárido às mais modernas, distribuídas pelo governo, mostramos as vantagens práticas e econômicas para o consumidor familiar, a indústria e a agricultura.

Estudo feito pela ONU (Organização das Nações Unidas), no Programa Mundial de Levantamento sobre a Água, destaca que os setores agrícolas utilizam em torno de 70% do consumo. Em países em crescimento, esse percentual pode chegar a 90%. E no Brasil, o uso de água na agricultura chega a 72% das vazões consumidas, principalmente na irrigação, 11% matam a sede dos rebanhos, 9% são distribuídos para o consumo doméstico nas cidades e 1% abastece as áreas rurais.

Apesar da queda de 30% em volume de negócios em relação à edição anterior, a maior feira de tecnologia agrícola do país – Agrishow –, realizada em maio último, em Ribeiro Preto (SP), contou com o reforço de várias empresas inovadoras nesses tempos de crise. Uma delas apresentou um sistema de bomba solar submersa que pode ser instalada em qualquer lugar e faz a captação da água de poços e cisternas sem a necessidade de ligação elétrica, chegando a uma vazão de mais de 8.600 litros/dia.

O diretor comercial da indústria de motores Anauger, Marco Aurélio Gimenez, presente à feira, disse que sua empresa desenvolveu esse sistema para agregar vantagens ao consumidor, “que pode captar água com energia solar”.

A bomba submersa movida à energia solar é destinada ao uso em reservatórios ou cisternas com água doce, com elevação máxima de quarenta metros. Pode ser instalada em qualquer lugar em que haja sol, inclusive em locais remotos e de difícil acesso. A energia elétrica proveniente do módulo solar é fornecida à bomba através do driver, equipamento com um micro controlador digital. A bomba trabalha apoiada no fundo do reservatório, o que simplifica sua instalação e permite um melhor aproveitamento do nível do reservatório. Sempre haverá bombeamento de água enquanto houver luz do dia, independente das condições meteorológicas. É utilizada no abastecimento doméstico, para pequenas irrigações, irrigações por gotejamento, e criação de animais.

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USO DA ÁGUA
Segundo a ONU, os setores agrícolas utilizam em torno de 70% do consumo de água do mundo.
Nos países em crescimento, esse percentual pode chegar a 90%.
No Brasil, o uso de água na agricultura chega a 72% das vazões consumidas, principalmente na irrigação.


Foto: Divulgação
 

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