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da Redação

A polêmica eleitoral ao cargo de Presidente, destacando que o governo da candidata Dilma Rousseff orientou o consumidor brasileiro a comer frango, ao invés de carne bovina, para fugir dos preços elevados, tem sentido positivo. O principal, quanto à alta de alguns alimentos, são as vantagens competitivas de oportunidade para o consumidor. O Brasil é o terceiro maior produtor de frango do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e China, e ainda tem largas fronteiras de consumo interno.

Esses dois países, no entanto, têm que importar para atender o consumo local. No Brasil, por outro lado, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o destino da produção da sua oferta de frango já chega a 30% para a exportação e 70% para o consumo interno.

Um ponto favorável ao mercado local é que o Brasil também lidera em outras proteínas de origem animal, além da carne bovina, como suína, piscicultura de água doce, em expansão, e ovos. Mas o determinante para esse desempenho do setor avícola, conforme o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, é a queda dos custos de produção, “com a redução do preço dos grãos”, como é o caso do milho e da soja, as principais matérias-primas para o processo avícola.

De acordo com dados da assessoria de imprensa da entidade, a relação de troca entre o preço de um quilo de frango vivo e a saca de milho é a mais favorável aos criadores nos últimos dez anos. “No Paraná, com uma produção de milho safrinha espetacular, tivemos uma surpresa agradável: colheu- se mais que o esperado. Isso ajuda bastante porque não há a oneração de tributos – como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – e do frete para trazer o produto de fora, interestadualmente”, analisa Martins.

O consumo per capita no Brasil vem crescendo sem interrupção desde 2000, com índice de 30% a 45% até 2012, segundo os dados da ABPA. A produção também cresce expressivamente, registrando aumento de 5,98 milhões de toneladas, em 2000, para 12,64 milhões de toneladas em 2012. Nos dados globais, os Estados Unidos produzem 16,47 e a China 13,7 milhões de toneladas do produto. Ressalte-se que esses dois países têm população maior do que o Brasil. A União Europeia produz 9,48.

Ainda sobre o potencial brasileiro, os maiores estados exportadores são: Paraná, exportando 28,74% do global, Santa Catarina, com 26,12%, Rio Grande do Sul, 18,54%, e São Paulo, 7,07%, de acordo com o último relatório da ABPA. O Brasil exporta vários tipos de corte de frango, atendendo ao interesse do consumo externo (ver Box).

O Paraná, conforme dados atuais fornecidos pela assessoria de imprensa do Sindiavipar, deverá atingir um acumulado de 1,54 bilhão de cabeças em 2014, totalizando um volume das exportações em torno de 1,25 milhão de toneladas de carne de frango no primeiro semestre do corrente.

SAIBA MAIS

Cortes para mercado externo
• Com osso: Meio frango; Peito e pele; Meio frango e coxinha da asa; Asa inteira; Coxinha da asa; Coxa e sobrecoxa com porção dorsal.
• Exporta também frango inteiro (com e sem miúdo), em nove pedaços e desossado.

Foto: Divulgação

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