AgroValor Publicidade
AgroValor

Por Rogério Morais

Nos últimos tempos, infelizmente, foram registrados no país alguns casos de leite contaminado ou fraudado na fonte produtora. Uma contradição radical às mudanças que se operam na atual preferência do consumidor mais esclarecido e exigente, que busca produtos mais saudáveis. O AgroValor conheceu uma experiência, ainda pequena em termos de produção, mas que vem conquistando o mercado consumidor local. É a fazenda escola de leite orgânico das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu), localizada em Uberaba, na região do chamado Triângulo Mineiro, a 481 km da capital, também chamada de “terra do zebu”.

A fazenda modelo de leite orgânico, que é certificada pelo IBB (Instituto de Biociência), produz diariamente 60 litros de leite, destinados à fabricação de queijo minas frescal e ricota, toda comercializada no mercado local.

Ordenha
Conforme a professora Juliana Paschoal, zootecnista Doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e atual coordenadora do curso de Zootecnia da Fazu, a ordenha é processada observando todos os critérios internacionais de saúde. O trabalho de retirada do leite das vacas começa às seis horas da manhã com os dez animais do plantel.

O processo é feito de acordo com o sistema tradicional, mas observando todos os critérios de higiene, frisa, como, por exemplo, a realização do teste da “caneca de fundo escuro”, para constatar sintomas de mastite. O trabalho de ordenha é mecânico, do tipo “balde ao pé”, explica Juliana, ou seja, balde ao pé do animal, que é o processo individual, com um receptor para cada animal, “vaca por vaca”, explica.

O plantel atual é formado por oito vacas Gir leiteiro e duas da raça Indu Brasil. Quanto às vacinas, são aplicadas somente as obrigatórias, conforme as normas do Ministério da Agricultura (Mapa), e todas são administradas de acordo com o calendário regional. Também não pode ser aplicado antibióticos, a não ser em caso de mastite (inflamação da mama) muita intensa, explica a professora. No caso de uma mastite inicial, o tratamento é com medicamento manipulado dentro do próprio laboratório do sistema de leite orgânico da universidade, explica.

Após esse trabalho de retirada do leite, os animais são soltos nos piquetes e, dependendo da época do ano, recebem alimentação suplementar. A alimentação total é o pasto, no entanto, na época da seca é fornecido suplemento alimentar com farelo de soja. Porém, tudo dentro das normas criteriosas de produção de leite orgânico, pois conforme afirma a professora, essa alimentação suplementar “não pode ser fornecida com grãos transgênico”.

O pasto
No pasto, as vacas ficam em módulos rotacionados. São módulos de produção de pasto numa área em torno de sete hectares, todos com capim brachiaria brizantha, observando as demais qualidade do ambiente, como água, sombra e o bem-estar do animal. E, quando precisa de suplementação, é oferecida no próprio piquete onde os animais estão pastejando.

Produção
Logo após a retirada do leite, o produto vai para a fase de processamento, fabricação de queijo minas frescal e ricota,  produção que vem conquistando o gosto do consumidor regional. Para a professora Juliana, nos últimos anos, no mundo inteiro, tem aumentado a preferência pelo produto. Ela lembra que no Brasil a produção e o consumo também vêm aumentando, principalmente através de iniciativas comerciais. Mas na área da academia, das pesquisas e qualificação profissional, a Fazu é pioneira.

Foto: Divulgação

comments powered by Disqus
 
INSTAGRAM
Rua Pinho Pessoa, 755, Fortaleza/CE
CEP 60.135-170
Central de Relacionamento
AgroValor (85) 3270.7650
Copyright © 2006-2014
WSete Design