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AgroValor

da Redação

Ele é gostoso e saudável, na opinião dos apreciadores e especialistas. E o Brasil é um dos cinco maiores importadores do mundo. Nós consumimos 80 mil toneladas por ano, mas é um mercado que, internamente, em termos de produção, vem se destacando no agronegócio. É o azeite de oliva, que recentemente reuniu, em Porto Alegre (RS), os maiores produtores mundiais.

Consumo, oferta interna e qualidade do produto foram temas centrais da 1ª Feira Internacional de Negócios em Olivicultura (Finooliva), realizada há três meses pela Associação Rio-Grandense dos Olivicultores (Argos), no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PucRS), na capital gaúcha. Conforme a entidade, o Brasil não produz nem 1% do total necessário para atender o mercado interno de azeite e a demanda de 100 mil toneladas/ano de azeitonas de mesa.

Cresce consumo
De acordo com dados da Argos, a área total plantada no Brasil, atualmente, não passa de mil hectares, e seria necessária a plantação de cerca 100 mil hectares de pomares para atender o mercado interno. Ressalte-se, ainda, que boa parte desses plantios tem menos de quatro anos, e a produção só acontece em 10 a 12 anos. O Brasil está, hoje, entre os dez primeiros mercados de azeite de oliva do mundo.

Atualmente a oliveira é cultivada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e, principalmente, na região da Serra da Mantiqueira, que inclui 26 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com cerca de 800 hectares plantados contendo 400 mil plantas de oliveira. O município mineiro de Maria da Fé se destaca na produção de azeite com plantações orgânicas. Conhecida como “Cidade das Oliveiras”, Maria da Fé sedia a Fazenda Experimental (FEMF), pioneira em pesquisas em olivicultura e extração de azeite virgem extra brasileiro, ligada à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

O presidente da Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira (Assoolive), Nilton Caetano de Oliveira, lembra que a Epamig produziu, pela primeira vez, em 2008, azeite de oliva no Brasil. O produto obtido alcançou índices de acidez entre 0,2 e 0,7% e foi classificado como virgem extra, com a qualidade similar aos melhores azeites do mundo. Todos os anos, em abril, a cidade realiza a festa do azeite. A Assoolive foi criada em 2009 e congrega 42 produtores.

Existem, no mundo, 45 tipos de azeites, entre azeite virgem, extravirgem e refinado. No entanto, o presidente da Assoolive alerta para que o consumidor não seja enganado com produtos falsificados, chamados de “azeite batizado”, que é o produto misturado com outros óleos, como o de soja, por exemplo.

Conforme a legislação estabelecida pelo Ministério da Agricultura (Mapa), o azeite de qualidade é o extravirgem, que deve ter acidez de 0,8%. Mas o ideal é que o produto seja consumido “o mais novo” possível. “Quanto mais novo melhor”, garante Oliveira. Ele lembra que, conforme a legislação, o produto tem validade de 24 meses. Mas alerta que “nem tudo que está no rótulo é verdade”. 

Oliveiras brasileiras

Brasileiros consomem 80 mil toneladas de azeite por ano

Brasil não produz nem 1% do total necessário para atender o mercado interno

Área total plantada não passa de mil hectares

São necessários 100 mil hectares de pomares para atender o mercado interno

Foto: Divulgação

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