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por Camila Bitar

O fracasso ou sucesso de uma organização empresarial está relacionado a conhecidas variáveis: oportunidade, mercado, qualidade, competitividade etc. A maneira pela qual as partes se relacionam também é determinante para os resultados. No caso de empresas familiares, a dinâmica se torna ainda mais complexa, devido aos fortes laços afetivos.

As empresas familiares têm grande relevância no cenário econômico de um país. De acordo com pesquisa divulgada em 2012 pela revista Fortune, das 500 maiores empresas norte-americanas listadas, 40% eram de propriedade de famílias ou por elas controladas, gerando grande parte do Produto Nacional Bruto dos Estados Unidos. A despeito de sua importância, observa-se uma elevadíssima taxa de mortalidade da sua atividade. Fatores relacionados ao conflito de interesse entre família e empresa, como uso indevido de recursos, falta de planejamento financeiro, resistência à modernização, e contratação e/ou promoção de parentes por favoritismo e não por competência, conduzem à extinção da empresa familiar.

Contudo, cresce o número de empresários que buscam alternativas para preservar a sua empresa familiar, como contratar profissionais especializados em traçar planos (societário, tributário e patrimonial) que permitam a empresa atravessar incólume o delicado momento da sucessão.

Para o advogado João Rafael Furtado, doutorando em direito comercial pela PUC-SP, especialista que já realizou inúmeros planejamentos jurídico-sucessórios para empresas de grande e médio porte em todo o Brasil, o momento mais importante de se iniciar o projeto de sucessão na empresa familiar é com a presença ainda ativa do seu fundador e controlador. “Geralmente, nas empresas familiares, essa pessoa é o pai ou a mãe dos herdeiros que já trabalham ou pretendem trabalhar na sociedade empresária. Seu papel de líder é fundamental para a aprovação dos instrumentos e das modificações necessárias à sobrevivência da atividade”.

BATE-VOLTA

Como funciona o processo sucessório de uma empresa familiar?
Cada empresa tem suas particularidades. Inicia-se com a aprovação do planejamento da empresa (reorganização societária e plano sucessório). Em seguida, vem a elaboração de instrumentos jurídicos e a formação de novas sociedades que visam garantir maior segurança e estabilidade.

É possível evitar o choque de gerações?
O choque de gerações é algo normal, resultado da mudança dos tempos. Somente torna-se  prejudicial quando as partes colocam o interesse individual acima dos interesses econômicos da empresa. A presença ativa do controlador [fundador] da empresa é fundamental.

O Brasil avança nessa questão?
Cada vez mais os empresários são melhores informados sobre as opções que dispõem para preservar seu negócio e que esse serviço, na verdade, é um investimento que a família deve fazer para conservar a empresa e sua unidade familiar.

João Rafael Furtado
Sócio do Furtado, Pragmácio Filho & Advogados Associados
Fortaleza (CE)

Foto: Divulgação

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