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Por Rogério Morais

Produtores de tilápia, no Brasil, já buscam resultados agressivos no acabamento final do produto, a exemplo de outras espécies de proteína animal, como aves, suínos e bovinos. A conversão alimentar com ganho de peso mais rápido e carcaça padronizada já é meta dos criadores. “Temos sempre que buscar a eficiência, não esquecendo que esse tempo depende do modelo de cultivo adotado, da qualidade da água e dos insumos, enfim, do manejo como um todo”, ressalta o secretário executivo da Aceaq (Associação Cearense de Aquicultores), Antônio Albuquerque.

Ele lembra que no Brasil a aquicultura é uma atividade de produção animal recente, mas já possui uma cadeia produtiva preocupada com a tecnologia, manejo, genética e alimentação de qualidade. O acompanhamento de ganho de peso é feito por fase de desenvolvimento ou por fechamento de lotes produzidos, explica, e alguns produtores “já estão utilizando softwares próprios para piscicultura, a fim de instrumentalizar a gestão e buscar melhoria através da visualização de seus resultados zootécnicos, econômicos e financeiros”, acrescenta.

Albuquerque reconhece que a região Nordeste ainda tem que avançar nas mudanças, onde estão os pequenos produtores que carecem da extensão rural dos órgãos públicos. Nesse caso, acrescenta, a “consultoria técnica” fica “a cargo das indústrias de insumos, caso das rações, que preocupadas com o desempenho e o resultado de seus produtos, acabam por trabalhar o manejo junto aos produtores”.

No Sudeste, por exemplo, grandes produtores estão criando genética adaptada à temperatura mais fria. Segundo o engenheiro agrônomo Gustavo Bozzano, da Piscicultura MCassab, de São Paulo, a empresa, que só opera com a filetagem do pescado para o consumidor final, vai trabalhar com negócios mais rentáveis, como a carne de hambúrguer, enquanto que no Nordeste o produto na mesa é o peixe inteiro.

Ainda sobre a genética e, no futuro, um animal mais eficiente em crescimento e ganho de peso, o dirigente da Aceaq garante que existem avanços relacionados a ganhos no aproveitamento do filé, por exemplo. “O setor privado está bem articulado e desenvolvendo pesquisas nesse sentido. No Ceará, houve melhoramento ainda na década de 1970, graças aos esforços do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), que voltou a trazer material genético de qualidade na década de 1990”, afirma.

A iniciativa privada trouxe, recentemente, segundo Albuquerque, algumas linhagens de tilápia de melhor qualidade. Diz, ainda, que existem alguns esforços de pesquisas, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico_ CNPq/Ministério da Ciência e Tecnologia, e com aporte também do Ministério da Pesca e Aquicultura, no sentido de realizar melhoramentos de linhagens de tilápias, assim como formar pesquisadores nessa área, a partir dos resultados do projeto que possui prazo para outubro do próximo ano.

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Aceaq – Associação Cearense de Aquicultores
A aquicultura é uma atividade de produção animal recente, no Brasil.
A cadeia produtiva já se preocupa com a tecnologia, manejo, genética e alimentação de qualidade.
Projeto de pesquisa visa melhoria de linhagens de tilápias.

Foto: Divulgação
 

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