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Da Redação

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deve licitar, ainda neste primeiro semestre de 2015, trechos considerados relevantes com o objetivo de reduzir os gargalos logísticos que dificultam o escoamento da produção de grãos em várias regiões. A previsão faz parte de relatório técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que destaca obras no estado do Mato Grosso, onde deverão ser investidos R$ 2,7 bilhões no corrente exercício.

A entidade anuncia altos investimentos em ferrovias, rodovias e portos, tudo através de Parcerias Público-Privadas (PPP), para impulsionar os setores de infraestrutura e logística neste ano. Fonte da CNA disse ao AgroValor que, somente em matéria de portos, “se o governo parar de emperrar a iniciativa privada, teremos investimentos da ordem de R$ 50 bilhões em todo o Brasil”.

As principais obras a serem licitadas estão direcionadas ao acesso do Porto de Miritituba (PA); construção da BR-242 (MT) e de pontes sobre o Rio Xingu (PA), e na BR-163 (PA). Deve ser construído, ainda, o contorno rodoviário ao norte da cidade de Porto Velho (RO).

No decorrer deste semestre, deverão ser leiloados cinco trechos de rodovias federais relevantes para o agronegócio. Três deles são essenciais ao escoamento de grãos produzidos na região Centro-Oeste.

Com relação às ferrovias, recentemente foram concluídos 855 km da Norte Sul, ligando Palmas (TO) a Anápolis (GO). A medida trouxe alívio para o agronegócio, segundo a CNA, especialmente aos produtores de grãos do Centro-Oeste que, atualmente, dependem do transporte rodoviário para escoar seus produtos e alcançar os portos da região Norte. A expectativa é reduzir em até 30% o preço do frete.

É relevante para a Ferrovia Norte Sul (FNS) a continuidade da construção da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), que ligará o porto de Ilhéus e as cidades de Caetité e Barreiras, na Bahia, a Figueirópolis, em Tocantins, onde se ligará à FNS. No total serão 1.527 quilômetros.

Espera-se também o edital da Ferrovia de Integração do Centro Oeste (Fico). Serão cerca de 1.600 km de trilhos, saindo de Vilhena (RO), cortando todo o estado do Mato Grosso, de oeste a leste, seguindo rumo a Campinorte (GO), onde se interligará à FNS. De lá, ao Porto de Itaqui, em São Luís do Maranhão.

Mas a Ferrovia Transnordestina, projetada para ligar os portos de Suape, em Pernambuco, e do Pecém, no Ceará, além do cerrado piauiense, não está nos planos da CNA, no momento. O projeto total, com mais de 4.200 km de extensão, contando com os diversos ramais desativados até o Maranhão, foi previsto no primeiro governo Lula para incrementar a produção agrícola da região e seus portos.

O problema atual, quando o governo só vem atuando com a iniciativa privada, na área de logística, é que o estudo indica que sua capacidade de demanda não passa de 2 milhões de toneladas/ano. Ou seja, o Nordeste ainda não produz o suficiente para receber investimento da ordem de mais de R$ 6 bilhões, à época do início do projeto. Segundo os técnicos, para uma ferrovia ser economicamente viável, necessita transitar perto de 4 milhões de toneladas por ano.

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Ferrovias, rodovias e portos

Dnit vai licitar trechos considerados relevantes em áreas que dificultam o escoamento da produção;
Já foram concluídos 855 km da Ferrovia Norte Sul, ligando Palmas (TO) a Anápolis (GO);
Previstos mais R$ 50 bilhões para o setor dos portos, sem verba pública.

 

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