AgroValor Publicidade
AgroValor

por Angelo Tomasini

Ainda era final dos anos 1970 quando Paquito Carrasco e três amigos de infância resolveram investir em cavalos. Foi exatamente em 1979, quando compraram o primeiro exemplar da raça Árabe.

Hoje, aos 52 anos, e independente dos amigos com quem começou, viu o seu hobby prosperar e se transformar em um dos maiores criatórios da raça no país. Atualmente, setenta animais estão instalados no seu Haras Carandá, localizado em Boituva, distante 116 km da capital paulista, na região metropolitana de Sorocaba.

“Comecei cedo, com 17 anos, meio por brincadeira. Também, nesse período [refere-se à faixa etária], você não tem uma condição financeira estável ainda”, relembra o economista natural de São Paulo, casado com Maria da Graça e pai de Leonardo (23), Lucas (21) e Elena (18).

Quando se fala em família, ele faz questão de lembrar que a sua nunca teve tradição de criar cavalos. “Sempre gostei muito de animal, em especial de cavalo. Tinha uns amigos e comecei a criar com eles”. Durante seis anos, os três permaneceram juntos na criação, depois se separaram.

Sozinho, o pecuarista foi trilhando o seu caminho e, segundo ele, já “chegou aonde queria”. “Meu haras é um dos mais premiados do Brasil. Temos muitos animais excelentes. Como criador estou satisfeito”, afirma, e reconsidera a seguir: “Claro que nunca estamos satisfeitos, sempre queremos mais”.

Atualmente, cria cavalos para conformação, enduro, tanto adquiridos em outros criatórios como crias da sua própria linhagem. “Tem um que se chama Caran Apollo, que é um dos craques nas competições de hipismo rural aqui em São Paulo. Em enduro tenho cavalos que foram bem. A criação me deu muitas alegrias”, resume.

Em todos esses anos o Haras Carandá já ganhou campeonatos internacionais e nacionais com cavalos comprados de fora ou mesmo com cavalos daqui. A última vitória aconteceu na exposição São João da Boa Vista. “Foi com o cavalo que eu importei em fevereiro, chamado Bandit SRA. Um belo animal que, tanto na cena internacional como brasileira, compete muito forte”, afirma orgulhoso.

De acordo com Paquito, ao longo dos anos, o haras esteve instalado em locais diferentes no estado de São Paulo. No início, foi em uma fazenda em Araraquara. Em Sorocaba, o Haras Carandá chegou a permanecer por 25 anos. “O Haras era dentro da cidade, então, no ano passado, fiz um empreendimento imobiliário e mudei para esse em Boituva”, explica.

O nome Carandá foi sugerido por um amigo e também nomeia uma espécie de palmeira originária do Mato Grosso, semelhante à carnaúba do Ceará. “Ele é bom com nomes e me mostrou esse ‘carandá’ que eu não conhecia. Achei interessante porque é um nome bem forte e brasileiro, que era o que eu queria”, afirma.

Estrutura

Poucas mudanças foram realizadas desde a instalação dos animais no local. Além da estrutura, a localização também é um ponto forte. “Você vem pela [rodovia] Castelo Branco, saindo pelo km 122. Fica praticamente na beira do asfalto, a 400 metros”, ensina.

No total são quinze alqueires para os setenta cavalos, que, diga-se de passagem, são somente da raça Árabe, sua grande paixão.

Os piquetes são divididos entre 10 e 15 mil metros quadrados e abrigam pastagens, como tifton 85 e gigs.

Para abrigar os animais há quinze baias grandes, cuidadas por três funcionários fixos, afora servidores temporários.

Manejo e alimentação

A alimentação é balanceada para os animais que estão a pasto. Os que estão presos em cocheiras recebem feno e os que estão em treinamento, alfafa. Para os que vão competir, suplementos e vitaminas fazem parte de uma dieta especial.

Os animais são separados em lotes por faixa etária e gênero, como: potros, potrancas, éguas vazias, prenhes e garanhões.

No caso da reprodução, a monta é feita com inseminação artificial (IA) e transferência de embriões (TE). “Começo em novembro e vou até abril, no máximo. Neste ano comecei um pouco mais tarde porque foi muito ruim de chuva”, alerta ele, que pretende chegar aos quarenta nascimentos até o final do ano.

No caso da sanidade, Paquito garante que todas as vacinas necessárias são aplicadas e os remédios fornecidos.

 

Foto: Arquivo Pessoal

 

comments powered by Disqus
 
INSTAGRAM
Rua Pinho Pessoa, 755, Fortaleza/CE
CEP 60.135-170
Central de Relacionamento
AgroValor (85) 3270.7650
Copyright © 2006-2014
WSete Design