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Economia

Em palestra durante o Congresso Nacional de Aviação Agrícola organizado pelo Sindicato das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Oscar Miyagi (foto), representante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), apresentou direções para implantar o Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO). “Principal fonte de acidentes é organizacional”, apontou ele.

Para Miyagi, a sigla causa resistência nas empresas de aviação agrícola, mas é importante que seja implantado. “Antes, os acidentes eram operacionais. Depois, por falha humana. Hoje acidentes não acontecem por apenas um fator, e sim pelo conjunto deles”. Um exemplo citado por ele é que pilotos voam em condições de exaustão, ou que voam pouco, o que leva a despreparo e falta de prática. Ele comparou os acidentes da aviação em geral a um iceberg: a ponta é só um indício de que há muito mais problemas além do próprio acidente.

Apesar da sigla ser vista como “sofisticada” demais por alguns empresários do setor de aviação agrícola, o SGSO é bem mais fácil do que parece. “Gerenciar problemas é quase instintivo. O que deve ser feito é fazer isso de forma organizacional. Gerenciar a segurança é tão importante como as áreas de contábil, recursos humanos ou financeiro”, completou.

Miyagi deu 7 dicas para implantar o SGSO e evitar acidentes:

1-  Identificar e tratar problemas
Ao encontrar problemas na empresa de aviação, é preciso fazer o correto diagnóstico e tomar providências para solucioná-los.

2- Monitorar o que esta acontecendo
Para um bom gerenciamento de segurança, é preciso que o responsável pelo SGSO esteja a par de tudo o que acontece na empresa.

3- Conscientizar, treinar e divulgar a seu pessoal
Quando acontece algum problema, é importante ter consciência de sua existência, treinar equipe para combatê-lo e divulgar a todos os envolvidos, e não restringir à diretoria, para que todos tenham participação para evitar acidentes.

4-  Define regras e responsabilidades
Miyagi fala em desburocratizar o SGSO, centralizando as responsabilidades em uma só pessoa. De acordo com ele, é importante que haja participação de todos e que sigam as regras que atendam ao perfil da empresa, fazendo isso por um regulamento e não só por um instinto.

5-  Política de segurança operacional – erro x violação
Ao estabelecer regras de segurança, é preciso analisar o que é erro e o que é violação desse regulamento, e assim, tomar as medidas cabíveis para que estes não se repitam.

6-  Metas de segurança
Ao estabelecer uma meta de segurança, isso gera comprometimento com a prevenção de acidentes e envolve todos os funcionários.

7- Documentação
A documentação deve estar em dia com as exigências da Anac e de outros órgãos regulamentadores do setor. “Nada deve ser verbal”, diz Miyagi.

Por: Teresa Raquel Bastos / Globo Rural 
Foto: Divulgação

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