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Economia

Por Sebastião Nascimento

“Os volumes das exportações de carnes de aves e suínos estão bons, mas, os custos de produção estão insuportáveis e, por isso, a rentabilidade do setor está próxima de zero. A crise aguda do milho ainda não acabou". Forte, a frase é do presidente da presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente para assuntos do agronegócio da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FiescMário Lanznaster (foto).

Ele continua: “Desde o início deste ano, o encarecimento do milho prejudicou  muito as maiores cadeias produtivas de Santa Catarina, causando pesados e irreversíveis prejuízos à avicultura e à suinocultura. O grão encareceu cerca de 50% e chegou a valer R$ 60 reais a saca de 60 kg.”

Segundo Lanznaster, o preço do milho no mercado brasileiro retirou a competitividade internacional. “Atualmente, recuou para R$ 41 reais e ainda impõe prejuízos aos criadores e agroindústrias.” Lanznaster informa que “o milho norte-americano custa R$ 26 reais para quem produz frango e suíno naquele país e, se a importação fosse autorizada, chegaria ao Brasil mais barato que o nacional”.

 

O industrial lamenta que “o custo de produção está destruindo nossa competitividade e ficou difícil disputar com os americanos que contam com milho abundante e mais barato.” Reclama que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) impediu a importação de milho dos Estados Unidos, aguardada com expectativa para reduzir os preços do cereal, no mercado doméstico.

 

Lanznaster estranha essa decisão porque  há mais de 10 anos o Brasil planta milho e soja transgênica e 90% das lavouras em solo brasileiro são transgênicas. Assinala que “a decisão da CNTBio retarda uma importante solução para a crise de abastecimento de milho no país e uma das consequências é o encarecimento dos alimentos para a população”.
Mário Lanznaster mostra que o ritmo de crescimento em volume e receita tem contribuído para equilibrar a oferta interna de produtos, mas, em termos de resultados, a rentabilidade é quase zero.

O dirigente acredita que a crise ameniza, porém, não desaparece no próximo ano, apesar da importação de milho do Paraguai e da Argentina e do bom desempenho da primeira safra no Sul brasileiro, que concentra 70% da produção de carne de frango e 80% da produção de carne suína.

Globo Rural Online
Foto: Divulgação

 

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