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Economia

O anúncio da nova equipe econômica coordenada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi bem recebido por economistas. A indicação de Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central é vista como uma sinalização positiva de que a confiança na economia poderá ser retomada e que os juros, até o final do ano, possam entrar numa trajetória gradual de queda.

Nesta manhã, o atual presidente do BC, Alexandre Tombini, divulgou uma nota sobre seu sucessor. "Ilan Goldfajn é profissional reconhecido, com larga experiência no setor financeiro brasileiro, ampla visão da economia nacional e internacional, além de já ter passagem pela diretoria colegiada dessa instituição. Suas qualidades e sua formação o credenciam a uma bem sucedida gestão frente à autoridade monetária brasileira."

Veja a repercussão abaixo:

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating:
“Sem dúvida alguma foi uma escolha acertada. O Ilan tem um currículo espetacular, tem experiência de já participado do próprio COPOM, entende toda a dinâmica do processo e de política monetária. Ele ainda traz sua experiência na parte do setor financeiro como recente economista chefe do Itaú. Então, ele estava do outro lado do balcão até ontem. Sabe quais são os impactos de qualquer medida adotada pelo BC.

Ele fará sim a análise necessária e conduzirá o COPOM da melhor forma possível para atingir o objetivo, quaisquer que sejam as pressões políticas – que foi o que infelizmente o Tombini sofreu. É disso que a economia precisa. Não dá mais para haver decisões políticas no BC, tem que ser técnico.

O Ilan já vem agora com duas situações diferentes: a inflação já está em queda pela própria naturalidade da economia em recessão, não tem amis espaço para reajustar preço. Então ele pode também reduzir a taxa de juros já agora a partir de julho. Mas, qualquer que seja a decisão dele, as expectativas de inflação estão cedendo com a atividade econômica recessiva. Qualquer medida que ele adotar em julho surtirá efeito na sua amplitude em 2017, que já teremos um cenário de inflação mais benigno.”

Carlos Daniel Coradi, diretor da EFC Engenheiros Financeiros & Consultores:
“São nomes excelentes. Eu acho muito importando que o BC responda de um modo consistente ao ministro da Fazenda. Pelo que eu saiba, nunca o ministro da Fazenda assumiu a presidência do BC. Hoje, com o Meirelles, isso não é formal mas é fato.

Ele colocou ao Temer a condição de que, se fosse indicado para a Fazenda, teria ampla autonomia sobre a indicação do BC. Isso é uma coisa que vai contra a teoria de um BC independente, mas, se o Brasil está passando por um momento econômico extremamente grave, uma dualidade entre ministro e BC seria muito contraproducente.

Mas por outro lado estamos dando ao Meirelles um poder extremante amplo, o que o torna responsável pelo sucesso ou eventual fracasso da política econômica. Espero que ele tenha sorte, porque nós todos dependemos disso.”

Vitor França, economista da FecomercioSP:
"Do ponto de vista de curtíssmo prazo, é uma indicação que já estava incorporada nos preços dos ativos. Não deve haver nenhum impacto de curto prazo. Devemos olhar em termos de política monetária e fiscal nos próximos meses. As sinalizações são muito positivas, nem só pela capacidade técnica, principalmente do Ilan, que tem uma vasta experiência no setor público e privado, mas porque temos uma equipe em sintonia política e fiscal.

Um dos grandes problemas que a economia brasileira sofreu foi com a falta de coordenação entre política fiscal e monetária.

Sobre as metas de inflação, [a indicação de Ilan] colabora para que a expectativa volte a convergir para a meta. A política monetária tende a ter efeito sobre expectativa. Temos tendência de apreciação cambial, a atividade econômica está deprimida, a inflação dando sinais de desaceleração. Tudo isso abre caminho para uma queda dos juros sem desconfiança, aumentando a previsibilidade dos agentes. Até o fim do ano, já dá para ter queda de juros. Até o final de 2017, podemos chegar a um dígito só. A ancoragem das expectativas ajuda a retomada da credibilidade."

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco
"A chegada ao comando do BC é uma síntese da bem sucedida carreira do economista Ilan Goldfajn, seja na academia, iniciativa privada ou setor público. Sua missão será chave para o sucesso da equipe estruturada pelo ministro Henrique Meirelles, no desafio de alcançar a condição de relançar a economia brasileira a um novo tempo de crescimento, emprego e conquistas sociais. Sua formação, visão e trajetória prática nos dão plena confiança de que Ilan Goldfajn alcançará êxito ao mandato central de cuidar e zelar pela estabilidade da nossa moeda, o fundamento base da economia.

Os nomes anunciados até agora dão configuração a uma equipe econômica robusta, homogênea e de credibilidade. Tarcísio Godoy (secretaria executiva), Carlos Hamilton (secretaria de Política Econômica), Mansueto Almeida (secretaria de Acompanhamento Econômico) e Marcelo Caetano (secretaria de Previdência) são nomes da confiança do ministro Meirelles e expoentes em suas atividades. A nova presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, é uma profissional de qualidade, incansável e exemplar na busca dos objetivos traçados.

Esse conjunto de pessoas capazes, trabalhando juntos a uma mesma estratégia, têm potencial de converter nossas questões complexas e graves, em uma equação objetiva e plausível."

Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo da Anefac
"A Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) viu de forma extremamente positiva a nova equipe econômica apresentada hoje. Em nosso entendimento são todos, sem exceção, altamente competentes, experientes e tecnicamente capacitados em suas áreas de atuação para o
enfrentamento e resolução dos desafios que se fazem necessários.

Se houver, como esperamos, coesão desta  equipe, em curto espaço de tempo a confiança será restabelecida e os mesmos conseguirão dar uma resposta positiva aos graves e grandes problemas econômicos por que passa o país, voltando ao rumo do crescimento econômica, geração de renda e de emprego."

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O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou nesta terça integrantes de sua equipe. Foram confirmados os nomes dos economistas Mansueto Almeida (Secretaria de Acompanhamento Econômico), Carlos Hamilton (Secretaria de Política Econômica) e a manutenção, pelo menos por enquanto, de Jorge Rachid na Receita Federal e de Otávio Ladeira no Tesouro Nacional.

G1
Foto: Divulgação

 

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