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Economia

Por Raphael Salomão (Globo Rural Online)

mercado financeiro pelo mundo reagiu com pessimismo à vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Bolsas de valores e de mercadorias operam em queda, em meio à incerteza gerada pela vitória do republicano, confirmada na madrugada desta quarta-feira (9/11).

Ainda durante a apuração dos votos, com projeções apontando Trump à frente de Hillary Clinton, as principais bolsas de valores da Ásia estavam no negativo. Em Tóquio, o Índice Nikkei fechou em queda de 5,36%. Em Hong Kong, a baixa foi de 2,16% no índice Hang Seng. Na China, alvo de críticas do presidente eleito, o Shangai Composto caiu 0,62%.

Nas bolsas europeias, os principais indicadores também refletiam a incerteza em torno de Trump. Por volta da 11h40, pelo horário de Brasília, o índice FTSE, de Londres caía 0,33%. Em Paris, o CAC, mostrava queda de 1,01%. Na Alemanha, o índice DAX, da bolsa de valores de Frankfurt, caía 0,94%.

Situação semelhante ocorre com as principais commodities agrícolas. Também por volta de 11h40 de Brasília, a soja em Chicago caía US$ 0,0825 e era cotada a US$ 9,93 por bushel para novembro na Bolsa de Chicago. Os demais contratos apresentavam quedas em US$ 0,07 e US$ 0,08, mas ainda acima dos US$ 10.

Os principais contratos de milho apresentavam quedas de US$ 0,02 também em Chicago. O vencimento dezembro de 2016 era cotado a US$ 3,52 por bushel. Para março de 2017, o cereal era cotado a US$ 3,60.

Em Nova York, o café arábica para dezembro deste ano caía 180 pontos e era cotado a US$ 1,65 por libra-peso. Para março do ano que vem, a cotação era de US$ 1,69, uma desvalorização também de 180 pontos. Cada 100 pontos representa uma variação de US$ 0,01 por libra na cotação.

O suco de laranja apresentava quedas mais expressivas, entre 500 e 700 pontos, a depender do vencimento. O contrato para novembro de 2016, em fase final de negociação, operava a US$ 2,22 por libra peso, perdendo 760 pontos. A exemplo do café, cada 100 pontos representa uma variação de US$ 0,01 no preço da bolsa.

“O mercado comprou um kit terror”, ironiza o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. No curto prazo, diz ele, Trump reforça a incerteza nos mercados, diante de um discurso nacionalista e que sinaliza um país mais fechado. “E quando isso ocorre, os investidores procuram ativos seguros”, acrescenta.

Isso explica a elevação do dólar em relação a outras moedas, como peso mexicano e o euro. Em relação ao Real, o dólar subia 1,68%, cotado a R$ 3,22.

André Perfeito avalia que as expectativas dos investidores podem mudar à medida que o presidente eleito dos Estados Unidos informar mais claramente sobre seus planos e anunciar os nomes importantes do seu governo, como os secretários de Estado e do Tesouro. Ele diz não considerar convincente o discurso em tom conciliador feito por Trump após a confirmação da vitória.

“Há um processo de reversão de expectativa, que pode ser curto a depender de como ele vai tocar a questão. Eu não posso dizer ‘ele entrou, vai ser um horror’. Não dá para falar isso”, pondera.

Um ponto importante a ser observado, segundo Perfeito, é a relação futura do presidente com o próprio partido republicano, que obteve maioria tanto no Senado quanto na Câmara de Representantes. “Precisamos saber o que ele é para valer. Se ele vai adotar o que ele está falando ou vai terceirizar a administração às lideranças do partido”, diz o economista.

Foto/legenda: Na bolsa de Chicago, dia de queda para soja e milho após a confirmação da vitória de Donald Trump/Thinkstock
 

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