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Haras de valor

Da Redação

A raça de cavalo Brasileiro de Hipismo (BH), no Brasil, tem uma história bem interessante. Sua trajetória está ligada diretamente ao desenvolvimento e fama de uma cidade no oeste paulista: Colina, conhecida como “a capital nacional do cavalo”, a 405 km da capital paulista. A cidade, como afirmam seus moradores, “respira cavalo”. Inúmeras atividades esportivas e sociais giram em torno de grupos e clubes amantes do animal. O dinheiro se movimenta no ritmo da marcha do animal.

São muitos os eventos equestres durante todo o ano, aliás, em todos os finais de semana, como acontece com esportes populares, a exemplo do futebol.  Tem a festa anual do Cavalo de Colina, que acontece em julho, a mais importante, que leva famílias de todo o Brasil para a cidade. O evento já se tornou, inclusive, atração internacional. O clube hípico do município tem reconhecimento mundial, pois sedia importantes campeonatos.

Essa efervescência surgiu em torno da chamada Coudelaria Paulista, que ocupa uma antiga fazenda de um ruralista famoso, que passou para as mãos do governo do Estado, e onde hoje funciona a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), órgão da Secretaria da Agricultura. É ela que fornece os animais para a famosa Cavalaria 9 de Julho, da Polícia Militar do Estado. A Festa do Cavalo foi criada em 1978, surgindo daí o Recinto 9 de julho (área especial), lembrando a participação da cidade na Revolução Constitucionalista de 1932.

“A história do cavalo está muito ligada ao município. E complementa-se com a história da fazenda”, comenta o doutor em zootecnia, Gustavo Siqueira, pesquisador da Apta. Diz ele que, no passado, chamava-se Haras Paulista ou Coudelaria Paulista, “que tem tudo a ver com o cavalo”, afirma.  “O negócio com cavalo (no município) é bastante importante, e os esportes com o cavalo e eventos culturais são muito praticados na cidade”, destaca.

Em Colina, o esporte hípico não é considerado elitizado, sendo totalmente acessível a jovens e crianças. A prefeitura desenvolve projetos de equitação educativa, atualmente atendendo a mais de cem crianças, onde são revelados diversos talentos. Toda essa fama começou, segundo o cientista da Apta, ainda no Brasil Império, quando o governo do estado, para atender as demandas dos fazendeiros, importou cavalos da Alemanha, Inglaterra e outros países da Europa.

Importantes cavaleiros ajudaram a divulgar o nome da cidade para o Brasil e o mundo, ao participarem de jogos olímpicos, pan-americanos e campeonatos nacionais. O zootecnista acrescenta que ainda existe na antiga fazenda um valioso plantel, com cerca de 400 cabeças, a maioria BH.

Foto: Divulgação

 

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