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Haras de valor

da Redação

O Brasil vem mantendo negócios com cavalos da raça Quarto de Milha com vários países. Importamos e exportamos também animais Mangalarga e PSI (Puro Sangue Inglês) para países da Europa. Na América do Sul, o aquecimento dos negócios é com a raça Crioulo, do Rio Grande do Sul, principalmente com a Argentina e Uruguai. E o Chile, que levou plantel brasileiro, formou a sua genética – Crioulo Chileno – para a lida com gado. A informação é do Prof. Dr. Gabrimar Martins, da Universidade Federal do Ceará (UFC), especialista no assunto.

A exportação brasileira com cavalos se destaca para o uso do animal em diversas modalidades: Esporte, lazer, lida nas fazendas e também para o consumo de carnes. Na China, por exemplo, a característica dos plantéis é para o corte (carne), afirma o pesquisador, acrescentando que os chineses são, hoje, “os maiores importadores de carne de cavalo do Brasil”.

Linhagem de corrida
Conforme o Prof. Martins, a raça Quarto de Milha é a de maior destaque no mercado de exportação. O Brasil é o segundo maior criador do mundo, só perdendo para os Estados Unidos, país de origem do QM. Ele ressalta que EUA e Brasil são, respectivamente, o primeiro e o segundo em plantel e criador, mas em qualidade de animal, lembra, “não dá para dizer que o Brasil é segundo, pois estamos mandando cavalos para lá”.

Para destacar a genética brasileira atual da raça QM, o professor informa que o Brasil mantém um intercâmbio intenso com os Estados Unidos. “Os nossos cavalos, filhos de cavalos americanos, estão se destacando no Brasil na linhagem de corrida, e são mandados para reprodução naquele país”, comenta o especialista.

Ele faz questão de explicar que na raça QM, o mercado formou as linhagens de corrida, de trabalho e de conformação, que são as mais destacadas em negócios. Ainda sobre interesses de criadores nas transações com cavalos no Brasil, ele adianta que “agora, principalmente no Nordeste, já estão trabalhando a formação de linhagem de vaquejada”. Explica que a formação de linhagem “é bem diferente da formação de raça: começa com a formação de consanguinidade, ou seja, acasalamento entre parentes dentro da mesma raça”.

O mercado mais movimentado do QM no Brasil, segundo o Prof. Martins, engloba animais para provas de velocidade e habilidade. Nas provas de velocidade, existem as atividades de vaquejada, tambor e baliza, que são as maiores demandas atualmente de negócios. Diz que no Ceará o setor de corrida é o mais ativo, com o QM e o PSI.

Em segundo lugar, no Brasil, conforme o especialista, “em termos financeiros”, vem a raça Crioulo, do Rio Grande do Sul, que tem grande valorização nos leilões, pela funcionalidade e habilidades.  Em seguida, vem a raça Mangalarga. Lembra que o mercado do PSI é fechado, seus leilões alcançam “médias semelhantes ao do QM”, embora sejam, nas palavras do Prof. Martins, “leilões de salão, VIPs, com a comercialização menor de animais”.

SAIBA MAIS

Brasil e cavalos
• O Brasil mantém negócios com cavalos da raça QM com vários países.
• É o segundo maior criador do mundo, só perdendo para os EUA, país de origem do QM.
• Nos remates, QM, Crioulo e Mangalarga são os mais valorizados, nessa ordem.

Fotos: Divulgação

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