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Haras de valor

por Rogério Morais

O AgroValor foi conferir de perto os bastidores de uma das unidades de policiamento de choque da PM que mais vem sendo objeto de crítica ou avaliação da sociedade brasileira: a Polícia Militar do Rio. Mesmo cientes dos enormes desafios de pacificar áreas de risco, garantir a segurança em eventos internacionais e distúrbios de ruas, entre outros fatos que ganham a mídia, foi o destaque que o cavalo vem obtendo nessas operações militares que despertou inicialmente o nosso interesse.

Conforme o Coronel Cristiano Gaspar, 50 anos, comandante do Regimento de Polícia Montada (RPMont) “Coronel PM Enyr Cony dos Santos”, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, os animais “passam por uma fase de adestramento para o policiamento”. No Regimento, “eles aprendem como se comportar na rua em momento de estresse urbano e como atuar em situações de tumulto da ordem pública e em manifestações populares, sem perder a calma”, assegura o comandante, que faz questão de afirmar que a sua formação é “cavalariana” (policial que monta a cavalo).

Coronel Gaspar, que está há três anos no posto e que já recebeu todas as promoções formais e assumiu cinco comandos em unidades da corporação, sabe e gosta realmente do que faz. À nossa reportagem, explicando como salvou um cavalo Lusitano do provável sacrifício veterinário, ele surpreende com o conhecimento da fisiologia do animal. Segundo o comandante, talvez por um treinamento inadequado, o animal contraiu uma moléstia considerada irrecuperável no pé. O coração do Coronel falou mais alto, e resolveu cuidar, ele próprio, do cavalo e recuperá-lo.

Enquanto treinava baliza, recebendo aplausos dos presentes, percebemos melhor por que a Cavalaria da PM do Rio de Janeiro vem sendo considerada um batalhão especial. Não é somente por fazer jus à própria estrutura militar, mas porque, na prática, suas operações públicas vêm fazendo o diferencial. Difícil, entretanto, é saber quem melhor opera nessa tática humanizada de promover a ordem pública, se o policial ou o animal. O conjunto, certamente.

O RPMont do Rio de Janeiro fica localizado em uma gigantesca área no bairro de Campo Grande, zona oeste da cidade. O plantel, de 280 animais, já teve atividade de monta, mas no momento os cavalos são adquiridos de diversos haras, principalmente do sul do país. Animais, preferencialmente da raça Brasileiro de Hipismo, “cavalos de menor porte”, avalia o Coronel Gaspar, no entanto,“mais inteligentes, e que aprendem muito rápido”, explica.

Segundo ele, o Regimento tem três vertentes básicas: policiamento ostensivo a cavalo; policiamento normal nos bairros, nos grandes corredores, como pontos turísticos; e o controle de distúrbios civis a cavalo. “É a última linha da ação da polícia no confronto, com o choque montado”, explica, e conclui: “Evitam-se muito as medidas extremas, mas às vezes são necessárias, infelizmente, para a restauração da ordem pública”.

O trabalho social, através do Centro de Equoterapia, que funciona dentro do RPMont, hoje é uma atividade que também vem contribuindo para a boa imagem da polícia fluminense. Sem nenhum custo, favorece a comunidade no tratamento de diversas deficiências, como síndrome de Down, paralisia cerebral, autismo, entre outras. São atualmente 55 pessoas beneficiadas, e mais quarenta a partir deste mês de outubro.

Fotos: Fernando Rodrigues

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