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Haras de valor

por Wescley Gomes*

De temperamento inteligente e possuidor de grande resistência, o Crioulo é, por excelência, um cavalo de trabalho, ideal na lida com gado, para passeio e enduro, bem como para percorrer grandes distâncias.

Tais atividades possibilitam que a raça se destaque entre as demais, devido à sua versatilidade e capacidade de adaptação aos diversos ambientes, destacando, ainda, sua coragem e vivacidade.

Segundo o vice-presidente da ABCCC (Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos), Francisco Kessler, o cavalo Crioulo brasileiro melhorou, significativamente, ao longo dos anos, principalmente, em sua habilidade funcional, pois “aliou beleza e aptidão para qualquer prova que exija agilidade, coragem, movimentos rápidos e obediência. São esses aspectos de enorme importância que tornaram o cavalo Crioulo inigualável”.

A origem da formação da raça reflete o quanto suas habilidades competitivas o tornaram educado num galope especial, curto, porém continuado, que permite fazer quilômetros por dia.

Para Kessler, isso além de potencializar as características e vocações da raça, contribui para a disciplina na doma, a resistência, a docilidade e a coragem que formam seu perfil.

“O cavalo Crioulo, analisado na raiz de sua formação, possui suas aptidões voltadas para práticas esportivas. Ou seja, o que é necessário para ter um animal adequado para competições? Disciplina, coragem, força, docilidade. E isso, nossa raça tem de sobra”, afirmou.

Competições
O Freio de Ouro, considerado o maior e mais tradicional evento da raça, que acontece todos os anos dentro da Expointer, na cidade de Esteio (RS), reúne os melhores cavalos e ginetes. Neste ano, fêmeas e machos disputaram a 33a edição da competição, saindo vitoriosos o ginete Guto Freire, com Destaque da Maior, entre os machos, e o ginete Raul Lima, com Jotace Tranca, entre as fêmeas.

Outra competição é a Marcha de Resistência de 750 quilômetros em 15 dias, maior prova de resistência equina do mundo, uma verdadeira competição física, em que cavalo e cavaleiro buscam a superação dos seus limites de resistência, velocidade e capacidade de recuperação frente a obstáculos, terrenos e distâncias.

Ademais, a raça destaca- se em todas as provas em que envolve gado, como paleteada, tiro de laço, campereada e, mais recentemente, se tornou uma aposta na vaquejada. Para Kessler, “a aptidão do Crioulo é evidente: cavalos dóceis, corajosos, com muita pata e muita boca. Não há dúvida que o cavalo Crioulo é o cavalo do vaqueiro,” concluiu.

*Estagiário AgroValor

Foto: Divulgação

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