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Haras de valor

Por Angelo Tomasini

A Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulo está prestes a completar 75 anos e figura como uma das mais organizadas instituições de raça equina do país. Com sócios espalhados pelas variadas regiões do país e cerca de mil eventos por ano, gerir a ABCCC hoje é sinônimo de trabalho e dedicação.

Para realizar esse trabalho é necessário ter muito amor pelo que faz. Pelo menos isso não falta a José Luiz Lima Laitano, 44 anos, o atual gestor. Formado em medicina veterinária, divide o seu tempo entre a profissão, a sua Cabanha 3J (Agropecuária Andrade Lima), em Pelotas (RS) e a família, que está sempre ao seu lado.

Nascido em Porto Alegre (RS), descendente de italianos, conheceu o universo equino ainda bem cedo. “Comecei a criar cavalos em 1979. Como todo bom italiano, temos uma ligação com o campo. Já tínhamos uma fazenda, sempre tivemos campo. Desde aí tenho envolvimento com o cavalo. Tanto que sou de origem urbana e caí nos cavalos por gosto e fiz veterinária por conta disso também”, justifica ele, que tinha entre 9 e 10 anos de idade quando os pais resolveram investir no negócio.

A família toda é dedicada à construção civil e, apesar de sempre terem tido fazenda, não tinham nenhuma tradição no meio equestre. Segundo Laitano, o início e o incentivo à criação vieram através de um grande amigo, de sobrenome bem conhecido no meio do Crioulo, os Bastos Tellechea (BT), família tradicional na raça. Desse envolvimento surgiu a vontade de criar.

Entre as lembranças de infância ele destaca o fato de “poder se relacionar com as pessoas e ter momentos maravilhosos com o cavalo”. E, por falar em cavalo, destaca Largo da 3J, seu grande xodó, como o animal mais importante da criação, que chegou a ganhar o Freio de Ouro, premiação mais importante da raça, em 2005.

ABCCC
Apesar de ser criador há bastante tempo, Laitano está há apenas três anos na diretoria da Associação. Entrou na gestão a convite do ex-presidente Mauro Ferreira e foi durante os dois anos como vice-presidente de Comunicação e Marketing que adquiriu experiência, quando, no ano passado, foi eleito presidente.

“Nunca tive um envolvimento com a associação. Mas é aquele negócio. Cada um tem que dar um pouco de si. Na associação não se recebe nada por trabalhar, é realmente por gosto e acreditar no desenvolvimento do cavalo. Isso é o mais importante. O cavalo Crioulo vem numa crescente, está entrando no Brasil com uma força muito grande, a dificuldade é prosseguir crescendo e somos responsáveis por manter esse crescimento”, declara sobre a dedicação à função.

Segundo ele, a ABCCC hoje tem mil eventos por ano, o que chega a somar 10 ou 12 eventos por semana com a presença do presidente. “Passo mais tempo viajando, prestigiando os eventos do que qualquer outra coisa. Nesse momento da minha vida o que tenho feito é trabalhar para a associação”, justifica.

Família e lazer
Casado com Paola e pai de Francesco, 13 anos, o médico veterinário encontrou um jeito de estar sempre presente: levar todos. “A família vai junto, caminha comigo. A minha senhora, ao contrário de mim, é do meio rural. Meu sogro sempre foi pecuarista de pai e avô. A história inteira da família dele é nos campos da fronteira do sul do estado. Ao contrário de mim, ela sempre teve esse vínculo com agricultura e pecuária”, revela.

Quando não estão viajando e o trabalho está mais brando, o cavalo é o refugio. Vez ou outra participa de uma paleteada. “Já participei de provas da família crioulina. Ando muito a cavalo. Todo o tempo que eu posso, eu monto”, afirma.

Com a rotina atribulada, ultimamente tem dedicado pouco tempo aos animais. “Mas quando a gente gosta, sempre arruma tempo”, afirma ele que vai toda semana à cabanha. “Temos uma estrutura muito boa de gente aqui em Pelotas (RS), um pessoal muito bom, que toca os nossos cavalos com muita tranquilidade”, elogia.

Futuro
Até outubro do próximo ano, Laitano permanece na presidência da ABCCC. Perguntado sobre permanecer no comando, foi categórico: “Não tenho nenhuma pretensão de me candidatar de novo. Acho que cada um tem que dar a sua contribuição em uma etapa da sua vida, em uma etapa da associação. É importantíssimo haver a renovação para mudar um pouco a cabeça, todo mundo tem que contribuir”, destaca.

O presidente pretende seguir criando os seus cavalos e participando das provas junto da família, claro.

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QUEM É
José Luiz Lima Laitano, 44 anos, natural de Porto Alegre, RS, médico veterinário e pecuarista.

O QUE FAZ
Cria cavalos, exerce a função de médico veterinário, participa de provas de paleteada e preside a ABCCC

O QUE FEZ
Criador de cavalos Crioulo, foi vice-presidente de Comunicação e Marketing da ABCCC, na gestão de Mauro Raimundi Ferreira (2012-2014)


Foto: Divulgação

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