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Haras de valor

da Redação

Atualmente contratado pela empresa de comunicação National Geographic para uma série de vídeos sobre treinamento e doma de cavalo brabo com métodos sem violência, utilizando técnicas que despertam no animal a emoção e fazem uso da sua própria inteligência, o argentino Martín Ochoteca vem ganhando fama no Brasil. Na sua página oficial na Internet são milhares de acessos. E na rede social Facebook, ele já atingiu o limite de solicitações de amizade e conta com mais de 25 mil seguidores.

Em dezembro próximo passado, o programa “Fantástico”, da Rede Globo de Televisão, mostrou as suas habilidades de forma espetacular, como em uma ficção cinematográfica. No entanto, o talento desse argentino vai muito além da série de vídeos denominados “Domador de Cavalos”, pelas necessidades de criadores do mundo inteiro em amansar, domar e treinar animais para as mais diversas utilidades que eles nos oferecem, sem usar da violência.
 
Cursos

Nos estados do Sul e Centro- Oeste do Brasil e em países como Argentina, Uruguai e os da América Central, a agenda do domador é intensa com os cursos práticos de doma e iniciação de potros. Ao custo médio de R$ 500 por aluno, em três dias ele demonstra o seu talento em rédeas e adestramento com cavalos ariscos. O seu trabalho se baseia no respeito ao animal e na confiança entre cavaleiro e cavalo.

Ele é chamado para dar cursos em todo o mundo. E os cartazes anunciam que as vagas são limitadas. É a doma Baqueana que, segundo o próprio Martín, leva em conta o respeito e a confiança no animal. Uma técnica que reúne ferramentas de todas as disciplinas equestres de todos os tipos de doma sem violência, e as aplica em função do ambiente e do caráter do cavalo com o qual se trabalha.

A doma Baqueana é uma derivação da doma na Índia, com outros recursos que, ao longo de mais de 20 anos, foram sendo implementados  por Martín, em seu trabalho como domador em vários países, em diversos continentes. Baseia-se em princípios, como paciência, respeito, sensibilidade, para obter a recompensa, ou seja, a confiança do cavalo.

O trabalho depende principalmente do local, que é sempre feito em um rancho ou fazenda, a céu aberto e sob a assistência do público interessado. O médico veterinário gaúcho Thiago Simon Pes, em sua página na Internet, diz que voltou do curso de doma Baqueana, no Uruguai, “com uma bagagem muito maior do que levei. Bagagem boa, que não se paga por excesso”.

Conforme Pes, foi uma semana dormindo “em um rancho construído de barro, com telhado de palha, na companhia de Martín Ochoteca e de três cavalos árabes, machos, inteiros, de cerca de 5 anos”. O veterinário gaúcho explica que treinavam à noite porque o calor na região entre o final da manhã e início da tarde era insuportável. “Nossas aulas corriam desde o final da tarde até o amanhecer”, explica. O domador argentino defende que os animais ficam mais tranquilos à noite e que há menos distrações tanto para o domador como para o cavalo.

Fotos: Divulgação

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