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Haras de valor

Por Angelo Tomasini

Maria Eduarda Silva, 12 anos, está no 7º ano do ensino médio, vai à escola regularmente, nas horas vagas aproveita para ir ao shopping com as amigas, onde aproveita para pegar um cineminha às vezes. Até aqui nossa história não teria nada de tão especial, afinal esses são hábitos que fazem parte da rotina dos adolescentes.

Agora, se acrescentarmos nesse texto que Maria Eduarda se transforma em Duda Silva, conhecida por ser uma das maiores campeãs do país na modalidade equestre três tambores e gira em volta dos mesmos, espalhados pela arena, em frações de segundos no alto de seu cavalo, aí sim, começa a ter um sabor especial.

E que tal se disséssemos que ela participou da primeira competição com três anos e meio? Mais do que participar, Duda estreou no esporte com vitória. “Ganhei a primeira prova em Bebedouro (SP). Foi muito legal, eu era pequenininha. Foi super divertido porque eu nunca tinha competido, foi minha primeira prova e eu ganhei na categoria mirim”, relembra.

A garota, natural de São José do Rio Preto, começou a gostar de cavalos desde pequenina. A família é envolvida no universo equestre e está sempre incentivando o seu desenvolvimento no esporte. Os pais Ederval e Kátia a acompanham constantemente, assim como os irmãos, Rafael e Matheus, de 19 e 15 anos, que também já foram atletas na modalidade.

A paixão
Os avós de Duda possuíam uma chácara e foi por lá que ela deu os primeiros passos, ou melhor, as primeiras cavalgadas. Era por lá que montava. Primeiro, acompanhada dos pais, lógico. Depois passou a montar sozinha no pônei que ganhou do pai. E, mais à frente, no cavalo, que também ganhou do pai e foi hospedado em um haras da região. O primeiro cavalo de competição foi o Quarto de Milha chamado King.

Logo que iniciou os treinos, a nossa “cowbaby” foi e lá e venceu o desafio inicial. “Ganhei e não parei mais. Nunca fiz nenhum esporte, além dele”, afirma, com sotaque do interior paulista e uma voz calma. “Comecei a treinar com 3 anos e meio. Escolhi Três Tambores porque gosto muito. Pela adrenalina e pela velocidade também”, confessa.

Treinos
Para tornar-se uma campeã, a rotina inclui treinos três vezes por semana. Dependendo da prova, eles chegam a quatro vezes, contanto que não atrapalhe os estudos, recomendação dos pais. “Quando não estou em competição eu estudo. Consigo conciliar os dois, cavalo e estudos. Pretendo continuar no esporte e quero ser médica veterinária quando crescer”, revela.

A determinação e o foco foram responsáveis pelo sucesso da jornada dupla até aqui. Nos finais de semana viaja para as competições e na semana se dedica aos estudos.

Vitórias
Os prêmios conquistados são muitos e já ultrapassam a marca dos cinquenta nos primeiros lugares do pódio, entre as categorias mirim e jovem. Dentre eles, os mais importantes para Duda são o Campeonato Brasileiro, pela ANTT; o Rodeio de Barretos (SP); o recorde conquistado na Fazenda Nossa Senhora de Lourdes (SP), e ainda mais os rodeios de Colorado (SP) e Americana (SP). “Todos são importantes, mas estes são mais”, prioriza.

Mas nem só de glórias vive uma campeã. Em meio a tantas histórias de sucesso, a garota também nos conta momentos de tensão. Tombos são inevitáveis, mas alguns são inesquecíveis. Um dos que ela jamais esqueceu foi por volta de cinco anos. “Não lembro direito porque eu era muito pequena. Meu treinador segurou na boca da égua, ela empinou e saiu correndo comigo. Eu estava de capacete. Perdi as mãos das rédeas e a égua não parava de correr, até que uma mulher entrou na pista, fez uma oração e ela parou de correr”, conta aliviada.

Assim, como certamente é ídolo para alguns iniciantes, a cowgirl também tem os seus, ou melhor, as suas: Fatiana Fereira e Carol Rugolo, grandes nomes do três tambores nacional. Perguntada sobre o motivo da admiração, a resposta é certeira: “Porque elas são determinadas, no que elas querem vão pra cima mesmo”.

Hoje, além das provas, Duda Silva também já alia seu nome a marcas e chegou a fazer fotos para uma fábrica de roupas no estilo country.

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QUEM É
Maria Eduarda Silva, 12 anos, natural de São José do Rio Preto, SP, atleta de três tambores, estudante do 7º ano do ensino médio.

O QUE FAZ
Atleta na modalidade três tambores.

O QUE FEZ
Aos três anos e meio venceu a primeira competição. Em 2013 foi campeã nacional pela ANTT.

Foto: Divulgação

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