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Haras de valor

Por Angelo Tomasini

Não é toda criança que tem a sorte de ter vivido no berço da raça Quarto de Milha no Brasil. O atleta e treinador brasileiro de laço em dupla, Anderson Proença, 41 anos, nasceu em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e passou toda a infância na Swift King Ranch (SKR), empresa responsável pela importação dos seis primeiros animais da raça QM dos EUA para o Brasil, nos anos 1950.

SKR
O pai e o avô trabalhavam com o gado. Anderson permaneceu no SKR até 12 anos de idade, quando mudou-se com os pais e os irmãos para Goioerê, no noroeste do Paraná. Apesar da distância – cerca de 350 km –, as idas e vindas eram frequentes. “Toda sexta nós voltávamos para ver os Quarto de Milha, assistir as provas de laço e separar os cavalos para leilão”, relembra.

Foi nesse período que despertou o gosto pelos cavalos e o garoto percebeu que eles fariam parte da sua vida dali por diante. “Minha família inteira sempre gostou de cavalo, mas sempre trabalhou com boi”, brinca o pioneiro na tradição do cavalo na família, agora seguido pelos filhos, Caio, 19 anos e Tiago, 14, também atletas.

Em Goioerê, Anderson permaneceu até os 22 anos. Depois de casado, passou a morar em Umuarama, também no Paraná. Após concluir o ensino médio, assumiu a profissão e, desde então, trabalha com cavalos. “Trabalhava num parque de exposições, treinava cavalo e laçava. Eu gostava demais”, conta.

O atleta
Nessa época, vieram as provas de laço em dupla. A data exata ele não lembra, mas a primeira foi em Maringá, no Paraná. “Treinei bastante. Já comecei no laço. Sempre tive contato, competi e gostei”. Sobre a prova, ele revela: “Acabei ganhando. Pensei: ‘vai ser o meu ganha-pão, se Deus quiser’!”.

A partir daí, começou a participar de provas nacionais, campeonatos da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), rodeios e provas isoladas. Sempre vencendo. “Não lembro os anos, mas já ganhei uns dez títulos nacionais”, afirma ele.

EUA
Embora não atente muito para datas, Anderson fixou algumas, como de quando trabalhou e competiu nos EUA. “Conheci um cara que morava nos Estados Unidos, o Eduardo Ribeiro. Ele me convidou, e eu fui de 2004 para 2005 e voltei em 2006”, relembra.

No período em que por lá esteve, morou nos estados do Texas e Montana. “Passei seis meses como treinador, para aprender mais coisas e depois fui competir. Eles estão uns cinquenta anos à nossa frente. O profissionalismo é bem maior. Não que aqui seja ruim, mas lá é bem melhor. Mais eventos, mais competições, prêmio melhor, ganha-se muito”, reconhece.

Apesar das vantagens, resolveu retornar ao Brasil para ficar junto da família. Ao chegar, começou a implantar coisas que tinha visto nos Estados Unidos. “Voltei com umas ideias novas”, afirma.

CPLD
Dessa inquietação, surgiu o Campeonato Paranaense de Laço em Dupla (CPLD), em 2008, e que hoje é referência no país. “Aqui só era aberta, não tinha separação de gado. Era o mesmo gado. Está dando certo até hoje”, orgulha-se.

Após uma primeira experiência em Toledo, no oeste do Paraná, e com o apoio de Ilson Romanelli – da Agropecuária Romanelli, em Londrina, vencedora de várias provas de laço em dupla da ABQM –, foi criada a competição. “Eu acredito muito no potencial do CPLD, é um campo muito bom”, entusiasma-se.

Apesar dos momentos felizes na profissão, Anderson também experimentou o outro lado. Em uma competição de 2002 quebrou um dedo e rompeu o tendão e ligamentos da mão direita. Mesmo assim, afirma que nunca pensou em desistir e que não faria nada diferente.

Presente e futuro
Atualmente separado da esposa e morando em Maringá, ele treina para as competições no haras de um amigo. Quando não está competindo, gosta de pescar. O tipo de peixe? “Qualquer um: dourado, pintado...”, confidencia.

Planos para o futuro? “Quero comprar meu rancho, treinar meus cavalos e competir.

Até uns 65 anos compete-se bem, desde que se tenha saúde. Chegarei lá, se Deus quiser”, diz confiante.

Se depender da determinação, está bem perto de realizar mais esse sonho. Afinal, já conquistou mais de 44 motos, três carros, quatro trailers e uma boa quantia em dinheiro, além de títulos importantes pela ABQM.

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QUEM É
Anderson Proença, 41 anos, natural de Presidente Prudente (SP), treinador e atleta de laço em dupla, separado, e pai de Caio e Tiago.

O QUE FAZ
Atleta na modalidade do laço em dupla e vencedor das principais provas da modalidade no país.

O QUE FEZ
Ajudou a criar o Campeonato Paranaense de Laço em Dupla (CPLD).
 

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