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Haras de valor

da Redação

Os equinos são muito sábios e um cavalo de equoterapia sempre está disposto a ajudar, eles têm uma índole mais elevada”. A opinião é de Letícia Junqueira, fisioterapeuta e equoterapeuta, quando indagada sobre a importância do animal no tratamento de algumas doenças motoras em humanos. A especialista destaca a raça com maior habilidade nas terapias que desenvolve, “entre as diversas raças que venho trabalhando, observo que o cavalo Mangalarga é o que mais se adapta a todo tipo de patologia”.

A equoterapia é usada no tratamento de pessoas com necessidades especiais, causadas por paralisia cerebral, acidente vascular encefálico, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, síndrome de Down, entre outras. Dependendo da raça, ou seja, do andamento do animal, pois cada uma tem suas próprias características, “todos contribuem com uma patologia, em específico na equoterapia”, explica a especialista no assunto.

Letícia ensina que o tratamento se baseia no relacionamento entre o cavalo e o praticante, e explica que basta o terapeuta ter a sensibilidade e o conhecimento da biomecânica da raça e saber usar para a patologia certa, mas “isto exige sensibilidade e experiência do profissional”, acrescenta.

SINERGIA

Para ela há uma sinergia perfeita entre os participantes, e observa: “Podemos distinguir o papel um do outro (cavalo e fisioterapeuta), porém os dois trabalham juntos, se complementam e conseguem se diferenciar dos outros tratamentos devido ao trabalho e sintonia de ambos”. No trabalho da equoterapia o cavalo a passo realiza o movimento tridimensional, que consiste em deslocamentos para cima e para baixo, para direita e para a esquerda e para frente e para trás”, detalha.

“Tudo isto acontece ao mesmo tempo, possibilitando ao praticante, estímulos semelhantes ao andar humano, estes responsáveis pela normalização da patologia motora”, explica Letícia, e assegura: “Em vinte anos de experiência com tratamento através dos equinos digo que eles são mestres, médicos e anjos, pois sabem exatamente o que precisam fazer para que o praticante melhore, são sábios o bastante para tratá-lo com doçura e têm cuidado extremo para nãomachucá-lo”.

Ainda sobre a sensibilidade e inteligência do cavalo nas inúmeras funções que exerce na nossa sociedade, como nos esportes, polícia e na saúde, a equoterapeuta esclarece que um equino pode servir para diversas funções. “Não é porque ele é trabalhado e treinado para ser usados nas ruas, fazer uso de sua energia e brutalidade que ele não é capaz de ser usado na equoterapia com docilidade, mantendo o passo correto e sabiamente a segurança de zelar pelo seu praticante”.

Dedicada ao tema, assegura que o cavalo, assim com o homem, sabe exatamente o que precisa fazer e qual é o momento certo de ser feito. E exemplifica: “Um policial que combate o crime, precisa ser enérgico e, às vezes, usar de força e estratégias mais bruscas. Isso não significa que não possa socorrer vidas, ser um bom pai, um bom marido e um perfeito cidadão. O cavalo também sabe diferenciar cada situação”.

Fotos: Divulgação

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