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Haras de valor

por Angelo Tomasini

Quando entrevistamos a atleta cearense Elenir Forte, ela ainda estava na expectativa da viagem aos Estados Unidos para disputar uma competição internacional de três tambores, o World Championship of Barrel Race Perry 2014 (Geórgia, EUA), no final do mês de outubro.

Para ela, uma experiência totalmente nova. Além de ser a primeira vez fora do país, seria também a primeira competição internacional. “A emoção é grande, pois nunca imaginei ir aos Estados Unidos, ainda mais representando o Brasil em um esporte que amo, os três tambores. Estou muito feliz”, declarou.

Sobre a cobrança, afirmou não existir diretamente, mas sabia o tamanho da responsabilidade e das expectativas da família e amigos. “Tenho fé em Deus que vai dar tudo certo”.

Toda a ansiedade da atleta foi transformada em comemoração. No dia 31 de outubro último, sagrou-se melhor do mundo, deixando para trás competidoras de dez países, entre eles, Argentina, Paraguai, Uruguai, Estados Unidos, México, França, Austrália e Canadá.

Carreira
Apesar do pouco tempo no esporte, Francisca Elenir dos Santos Forte, de 32 anos, tem uma história longa no universo equino. Nascida em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, onde mora até hoje, teve contato com os cavalos de vaquejada do pai desde criança. A égua Safira foi o primeiro animal a montar nas competições.

A entrada nos três tambores foi por incentivo do pai. Tinha parado de montar por conta da faculdade de fisioterapia, mas, há cerca de quatro anos, resolveu tentar a sorte na modalidade que tomava corpo na região.

A primeira competição oficial foi em 2010, no Haras Sonho Meu, em sua própria cidade. “Ainda não conhecia muito sobre o esporte, meu nervosismo maior era por medo de fazer o percurso errado”, relembra.

A primeira vitória veio somente em abril de 2013, quando ganhou na categoria feminina e conseguiu o primeiro tempo na casa dos 18s (18,6s), com a égua Quarto de Milha, Céu, presente do pai, sua companheira até hoje. “Minha relação com ela [Céu] é muito boa, a gente se entende bem. A cada prova, sei quando ela está bem e quando não está, assim que monto”, revela.

Além de Céu, a amazona também monta outras éguas: Tempest Dash e Rozita Zorrero, ambas do Haras Fazenda Trapiá, onde é integrante da equipe de competições. “Minha relação é de muita confiança, pois só monto em provas. O segredo é confiar nelas”, revela Elenir, que ainda aproveita viagens com o CT Divino Simões.

A preparação para as competições é feita com treinos de uma hora e meia por dia, de segunda a sexta-feira, em dois locais diferentes, Haras Barbada e CT Flávio Silveira, próximo de casa.

Apesar de já ter ganho diversos prêmios, entre eles duas motos em janeiro deste ano, ela admite que o início foi bem difícil. “Sabia montar, mas não tinha conhecimento nenhum do esporte, de técnica, de treinamento”, afirma.

Apoio
O incentivo do amigo Aldir e de sua filha, Juliana, foram fundamentais, assim como as dicas de várias outras pessoas. Mas o que ela considera o divisor de águas para o seu crescimento foi ministrado pelo treinador paulista Beto Neves, em 2012. Depois das aulas foi convidada para uma temporada de um mês no centro de treinamento do profissional. “Nesse tempo em São Paulo treinei firme e voltei com uma bagagem boa, tentando aplicar aqui, e vem dando certo”, conta.

Em casa, o apoio é incondicional. “Me sinto bem segura quando viajo, pois sei que minha família está comigo, dando força sempre. Em provas no Ceará eles acompanham. Lá fora não podem ir, por causa do trabalho”, esclarece ela, que é solteira e aproveita o esporte para fazer novos amigos, sua “segunda família”, como faz questão de frisar. “Apesar de o meio ser competitivo, dá para fazer amizades verdadeiras”.

Estilo e atitude
Quem vê Elenir hoje, toda produzida nas competições, não imagina que no começo não ligava para isso. “Quando entrei no esporte não me importava muito com figurino, mas depois que comecei a viajar e a participar de competições em outros estados, vendo o estilo das meninas, passei a me preocupar e tentar andar no estilo”, revela.

Buscando ser uma atleta completa, está sempre tentando se aperfeiçoar e “a cada prova, superar os próprios tempos e, quem sabe, bater o recorde no Nordeste”. Para isso, ela investe o dinheiro dos prêmios no esporte e busca sempre novos desafios fora, uma vez que ainda é difícil viver somente dele em seu estado.

VERBETE

QUEM É
Fisioterapeuta e atleta, 32 anos, solteira, natural de Caucaia, região metropolitana de Fortaleza (CE).

O QUE FAZ
Compete na modalidade três tambores e trabalha com os pais no comércio da família.

O QUE FEZ
Venceu o World Championship of Barrel Race, em Perry (Geórgia, EUA), no final de outubro último, além de diversas competições no Nordeste brasileiro.

Fotos; Arquivo Pessoal

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