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Haras de valor

por Angelo Tomasini

Os primeiros treinos nos três tambores aconteceram ainda aos 15 anos. Hoje, exatamente 11 anos depois e formada em zootecnia, ela comanda a associação nacional da modalidade (ANTT) pela segunda vez, com muita fé no sucesso crescente do esporte. Estamos falando da, também atleta, Flávia Dias Cajé, natural de São Paulo e residente atualmente em Barretos, interior do estado.

Como a grande maioria dos apaixonados pelo universo equestre, a ligação com os animais vem desde a infância. “Tinha quatro anos quando aprendi a amar e respeitar os cavalos com o meu irmão, que tinha uma égua da raça Mangalarga e era louco por ela. Acho que foi ao ver todo aquele amor entre eles”, relembra.

Segundo ela, todos os membros de sua família são “apaixonados pelo universo do cavalo” e o team penning é a modalidade oficial. O início foi competindo com o pai e os irmãos; só depois passou para outra modalidade. “Comecei no team penning aos treze anos e aos quinze comecei a fazer três tambores também. Fiz as duas modalidades por um bom tempo e depois fiquei só nos três tambores”, revela.

A escolha se deu, como faz questão de frisar, pelo fato de ser um esporte que demonstra um pouco do companheirismo e parceria entre o cavaleiro – neste caso, a amazona – e o cavalo, bem como pela adrenalina e pelo desafio de melhorar a cada dia.

Justamente por conta da cumplicidade com o animal, ela elege como uma das maiores dificuldades no esporte encontrar um que se encaixe perfeitamente com o perfil do atleta. “Depois de algum tempo, tive uma companheira incrível, a égua Gracy Tamborine, mas após vários anos decidimos que estava na hora de aposentá-la devido à idade. No meu ponto de vista essa é a maior dificuldade que temos porque depois que é feita essa parceria você consegue superar com mais facilidade todos os outros obstáculos”, explica a amazona que hoje tenta essa parceria com o Quarto de Milha Speed Fly.

Conquistas
Em mais de 15 anos inserida nos esportes equestres, a atleta destaca como as suas vitórias mais significativas no team penning o Campeonato Nacional e o Congresso da ABQM, pela importância do título para a modalidade. Já nos três tambores elege o rodeio de Morro Agudo, por ser o primeiro que competiu e, de cara, venceu.

Apesar de vários prêmios no currículo, o mais desejado e ainda não conquistado é o da Associação Nacional dos Três Tambores, instituição que preside até o final de 2015, “pelo altíssimo nível e pelo que ele representa dentro do esporte”, justifica.

ANTT
Como sempre há algo para fazer, ela enumera algumas ações futuras: “Quero conseguir mais parceiros para valorizar o esporte, aumentar a premiação, mostrar ainda mais para o público as competidoras, para conseguirmos criar ídolos e, com isso, trazer mais pessoas para o meio”.

Nos anos que tem passado à frente da entidade, a presidente destaca o comprometimento, a dedicação e o jogo de cintura como suas principais marcas. Já quanto às dificuldades, a lida com o ser humano é a principal dentre tantas que o esporte sofre. “Graças a Deus, toda essa dedicação vem valendo à pena e tenho certeza que no final do ano vou entregar a associação com a certeza de que fiz o melhor que podia”, declara.

E com essa vontade de fazer o melhor é que ela justifica a sua entrada para a instituição: “Não sou uma pessoa que fica reclamando quando algo não está legal, levanto e faço ficar legal. Por gostar da modalidade quis fazer a diferença. Fiz e faço o que está ao meu alcance para o crescimento e a valorização do esporte”.

Lazer
Quando está fora da esfera de presidente da ANTT, Flávia encontra tempo para a família, amigos e para si mesma. Adora sair e viajar nas horas vagas.

Longe da associação, nos momentos de folga está no seu haras, onde também não faltam trabalho e treino, apesar de hoje treinar bem menos, apenas duas vezes por semana. O trabalho a obriga a deixar as competições um pouco de lado, mas ela pretende voltar à prática diária em 2016.

E por falar em futuro, quando não for mais a presidente da ANTT, Flávia pretende trabalhar na área da sua formação (zootecnia) e voltar a competir como antes, ganhando muitos prêmios, claro!

VERBETE

QUEM É
Zootecnista e atleta paulistana, 26 anos, solteira, residente em Barretos (SP).

O QUE FAZ
Preside a Associação Nacional dos Três Tambores (ANTT), compete na modalidade e cuida do seu haras.

O QUE FEZ
Presidiu a ANTT por dois mandatos e ganhou vários prêmios nas modalidades de três tambores e team penning.

Fotos: ANTT/Divulgação

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