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Haras de valor

da Redação

A doma de cavalos continua sendo um assunto polêmico, em todo o mundo, mesmo nos dias atuais, quando cresce o número de pessoas e entidades que defendem práticas mais humanizadas ou racionais. No Brasil, ainda é comum domesticar animais usando métodos cruéis.

O assunto ganhou destaque no Brasil – e até em outros países – com a recente divulgação de um vídeo produzido em 2011, envolvendo um dos maiores incentivadores da doma racional ou ‘doma gentil’, o norte-americano Monty Roberts, 79 anos, conhecido como ‘O Encantador de Cavalos’. As fortes imagens, divulgadas neste ano por uma TV brasileira, insinuam que Roberts orientou um grupo de domadores a espancar um cavalo até a exaustão para exemplificar o método de doma mais usado no Brasil. O caso, após o sensacionalismo na mídia, continua na justiça.

Menos cruel

Uma das maiores incentivadoras dos métodos de doma racional, a criadora paulista de Mangalarga, Ruth Villela de Andrade, declarou para o AgroValor que a doma de cavalos no Brasil vem mudando, deixando de ser cruel, graças ao “trabalho de sensibilização e conscientização desenvolvido junto a criadores e mídia”, ressalta.

Ruth, que convive com cavalos Mangalarga desde que nasceu, tradição de sua família, afirma que vê os cavalos “como amigos, aliados e animais essencialmente dóceis”. Destaca que nunca compreendeu o “uso de práticas violentas” e que jamais as presenciou, “ao contrário, foram os cavalos sempre os maiores responsáveis pelas grandes amizades, pelas festas de nossa família e o nosso maior orgulho”.

Indagada se tem conhecimento de práticas de esportes violentos, com cavalos, no Brasil, a criadora respondeu: “Se elas existem, eu desconheço. O que posso dizer é que, algumas vezes, presenciei alguns poucos tipos de esporte onde o chicote e a espora foram usados. E não gostei do que vi. Não aprovo e não compactuo”. Ruth acredita que, muitas vezes, o uso da violência contra animais pode ter um caráter cultural, “por falta de informação e de conhecimento do que é realmente a docilidade e a inteligência de um cavalo”, avalia. Sobre a questão ‘Monty Roberts’, afirma que é amiga do domador norte-americano, “ajudei na organização e no contexto social e midiático desde a primeira vez que Monty veio ao Brasil. Jamais notei ou presenciei qualquer tipo de violência da parte dele ou de seus discípulos”.

A defensora apaixonada condena qualquer tratamento desrespeitoso a cavalos, como fazê-los “prisioneiros de baias”, ou dar-lhes “medicamentos hormonais para ficarem musculosos artificialmente, apenas para ir às pistas, para orgulho e ego de seus proprietários, a fim de disputar um pedaço de metal, de madeira ou, quiçá, de plástico barato, o qual denominam troféus”, finaliza.

Tipos de Doma
Natural: é o método tradicional que segue a cultura do açoite e da repressão ao animal, muitas vezes, com crueldade.
Racional: usa métodos de dominação que valorizam a sensibilidade e inteligência do cavalo. O domador norte-americano, Monty Roberts, é um dos maiores incentivadores desse método no mundo.

Foto: Divulgação

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