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Haras de valor

Por Rafaele Esmeraldo

O cavalo Puro Sangue Inglês (PSI), mais aclimatado às temperaturas do Sul e Sudeste, tem se reproduzido também no Nordeste. Por ser um cavalo veloz e resistente – a única raça que alcança longas distâncias –, sua principal vocação é a corrida. Além disso, é um ótimo reprodutor, bastante utilizado para melhoramento genético de outras raças.

No Ceará, há apenas um criador da raça PSI, Alisson Câmara, desde 1983, no Haras Forquilha, na região serrana de Maranguape, a apenas 30 km de Fortaleza. Os animais são criados no sistema semi-intensivo, através de piquetes rotacionados, em pastagens do tipo Tanzânia e Brachiaria. Câmara escolheu o PSI graças ao turfe – um dos esportes mais tradicionais do mundo, que promove e incentiva corridas de cavalos. Seus cavalos são treinados por F. Haroldo, no Jockey Club Cearense, em Aquiraz, à base de trotes e galopes, recebendo alimentação balanceada e suplementos vitamínicos. Eles correm 1.200 m. Atualmente, o criador tem 15 matrizes (éguas aptas a receber cobertura do garanhão) e dois garanhões.

“O PSI é voltado para o turfe, mas, atualmente venho tentando inseri-lo em outras atividades esportivas para proporcionar mais versatilidade à raça. Dessa forma, quando encerrar a sua campanha [tempo de competição na vida como atleta], que dura em torno de cinco anos, terão um valor agregado e não ficarão ‘engessados’”, relata Câmara. O criador já correu competições estaduais, regionais e nacionais. Entre as principais premiações está o Clássico Breno Caldas – 1.600m na pista de areia –, que faz parte do meeting do Grande Prêmio Brasil, a maior prova do turfe nacional,  conhecida mundialmente. A competição foi realizada no Jockey Club Brasileiro, em agosto de 2013, no Rio de Janeiro. O ganhador foi o cavalo cearense Flemington, do Haras Forquilha.  

Outro amante da raça é o criador Carlos Baltar, único em Pernambuco a investir no PSI. Proprietário do Haras Depiguá, em Gravatá, também uma região serrana do Nordeste, o criador lida com os animais desde 1986. “Existem muitos haras no Nordeste com a raça Mangalarga e Quarto de Milha, mas não tinha PSI, e eu queria ser o primeiro a começar com a criação. O PSI só se reproduz por meio de monta natural, ao invés de inseminação como é o caso de outras raças. Um benefício é que o Haras fica em região com boas condições climáticas para a criação”, afirma Carlos Baltar. Ele também promove leilões anualmente e participa de corridas. Tem 22 éguas e quatro reprodutores. Conta com registro do Stud Book, órgão controlador da criação do PSI no Brasil. Baltar está aberto a parcerias com pessoas interessadas em criar PSI. 

 

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