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Haras de valor

por Wescley Gomes

No milionário mundo da vaquejada a criação de cavalos Quarto de Milha ganha destaque pelo forte investimento feito nos últimos anos, tanto por parte dos criadores e proprietários de haras, como também dos estudiosos em raças equinas. Com características fortes, a raça é considerada ideal para esse tipo de competição, por isso os animais são extremamente valorizados.

Deste modo, com o crescimento dos circuitos de vaquejadas Brasil afora, que até pouco tempo atrás eram exclusividade da Região Nordeste, sentiu-se a necessidade de formar um cavalo Quarto de Milha exclusivo para a vaquejada. Outras modalidades, como tambor e baliza, corrida, apartação, rédeas, entre outras, já tinham essa raça como ideal para suas competições.

Para Francisco Ramalho, agrônomo e proprietário do Haras Vale Verde, em Campina Grande (PB), espaço de referência em produção genética equina, a criação de uma genética destinada ao esporte de vaquejada valoriza a cultura nordestina, representada na figura do vaqueiro. “A produção genética de um Quarto de Milha exclusivo para a vaquejada é uma forma de exaltar a cultura do Nordeste. É uma evolução para o esporte e também para a região, pois ela está para se tornar autossuficiente em genética de Quarto de Milha para o mundo da vaqueirama”, disse Ramalho.

O produtor paraibano relembra o processo de importação de Quarto de Milha para a realização do esporte no Nordeste. “Antigamente tínhamos que trazer os animais do Sul e Sudeste para realizar nossas competições e, hoje não, tudo evoluiu, as vaquejadas se modernizaram e a tecnologia nos ajudou a criar o nosso próprio Quarto de Milha para realizar as competições de vaquejada”, conta o agrônomo.

O desenvolvimento de uma genética exclusiva para a vaquejada foi a forma encontrada para potencializar ainda mais o esporte, além de contribuir para o crescimento econômico da região, com geração de emprego e renda, como aponta Ramalho. “A vaquejada estava ficando para trás. Todas as outras modalidades tinham aquela genética específica para competição. E pensando na possibilidade econômica, social e cultural que esse esporte movimenta, nada mais justo que criarmos uma genética específica para o esporte, com uma base de matriz excelente, morfologia adequada e com estrutura de força, explosão e ‘senso de boi’, como exige um animal para essa prática esportiva”, afirma Ramalho.

Hoje, no segmento da vaquejada, o cavalo Quarto de Milha representa 90% dos animais utilizados nas provas, movimentando grandes fortunas nos haras de todo o país.

Foto: Divulgação

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