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Haras de valor

por Wescley Gomes*

De equilíbrio surpreendente e beleza incomparável; detentor de uma docilidade e delicadeza que, atreladas ao temperamento vivo e capacidade de aprendizado inigualável, faz dos cavalos da raça Árabe, criados no Brasil, destaque entre tantas outras existentes no país.

As competições realizadas pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Árabe (ABCCA) têm viabilizado a exposição da raça e mostrado que seus animais, além de uma morfologia admirável, possuem em seu DNA um gene de vencedor.

De acordo com Sylvio Barbosa Neto, criador e proprietário do cavalo El Tino (linhagem DA Valentino x Imprimista CF), campeão da 33ª edição da Exposição Nacional do Cavalo Árabe, realizada em novembro de 2014, no Helvetia Riding Center, em Indaiatuba (SP), o primeiro passo para formar um campeão é a confiança que deve existir entre treinador e cavalo. Segundo ele, mesmo que as habilidades genéticas do animal falem alto é necessária uma interação harmônica entre o conjunto.

“Toda a agilidade do animal não é o único elemento necessário para um bom desempenho. Para que a dupla de homem e cavalo tenha sucesso, precisa-se também de uma harmonia muito grande, e a docilidade do Árabe possibilita essa aproximação”, disse Neto.

Outro aspecto que o criador chama a atenção é algo que vai além da genética. É necessário disponibilidade financeira para investimento, e isso inclui um bom treinador e um espaço com infraestrutura adequada para os treinamentos. 

“Somente a genética não basta para formar cavalo Árabe campeão. Nos dois primeiros anos é necessário investir em uma boa alimentação e no acompanhamento veterinário. Um manejo básico custa, em média, R$ 380 por mês. A partir do terceiro ano vem o treinamento, que pode significar mais dois salários mínimos mensais. Após essa etapa, vem a fase de adaptação ao público e aos sons das competições”, afirma o criador.

Já nas questões alimentares, Neto revela que “as exigências nutricionais dos cavalos atletas em potencial são altas”, e aponta que, para cada modalidade a necessidade alimentícia é ainda maior. “A nutrição deve ser balanceada de acordo com a modalidade esportiva praticada, pois o que define o tipo de energia do cavalo é a intensidade e a duração do exercício”.

Quem entra nesse mercado pode planejar e adequar a criação primeiro escolhendo em que modalidade equestre vai preparar seus animais. Em média, para fazer um campeão o custo começa na escolha de um bom acasalamento, que pode variar de R$ 5 mil a R$ 8 mil.

“A criação ainda avança e movimenta o mercado agropecuário. O valor em média de um cavalo Árabe adquirido em leilões oficias gira em torno de R$ 16 mil, Quanto aos valores não oficiais, ou seja, de venda direta entre vendedor e comprador, são valores nunca anunciados e muito especulados”, explica Neto.

*Estagiário AgroValor

Fotos: Divulgação

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