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Haras de valor

Por Wescley Gomes

A cumplicidade existente entre o homem e cavalo vem desde tempos remotos, o que não significa que já saibamos tudo a respeito do universo equino. Prova disso é que quando imaginamos que já se esgotaram todos os esportes equestres, eis que surge uma modalidade que une um cavalo Crioulo a um surfista.

A inspiração veio claramente do surfe, embora a adaptação lembre mais o esqui aquático, como o wakeboard, em que um atleta é puxado por um cabo preso a uma lancha. As semelhanças param aí. No surf criollo, o mar é substituído por um riacho e a lancha por um cavalo Crioulo, “porque é baixo, ligeiro e não cansa", explica Eduardo Silva, que forma com Lucas Zuch a dupla inventora do surfe a cavalo. 

“Quando fizemos pela primeira vez a modalidade, em 2004, começamos puxando a corda com um carro, mas vimos que precisávamos de mais agilidade para direcionar o ‘surfista’. Com um cavalo, as coisas ficaram mais divertidas e desafiadoras”, relata Silva a respeito do surgimento dessa prática esportiva.

“O surf criollo é uma grande diversão com uma pitada de crítica social. O mais interessante é ver a gauchada tradicionalista abandonando um pouco a rusga por coisas novas e se divertindo. É, de certa forma, uma quebra de preconceitos. Estar aberto a novas ideias é muito legal para a evolução da cultura”, complementa Silva.

Ao ser questionado se a raça Crioulo possui maior aptidão que outras para a prática do esporte, Silva não titubeia: “Sim!”. E justifica apontando as características morfológicas e culturais da raça. “O Crioulo tem um perfil mais baixo e é muito resistente para a lida do dia a dia. Como possui o centro de gravidade mais perto do chão, é mais ágil para fazer curvas fechadas em velocidade. Outro fator interessante é a geografia por trás da ideia. Somos criados no Rio Grande do Sul e temos raízes no interior, o amor do campeiro pelo cavalo Crioulo permite essa visão lúdica e romântica para a construção de uma boa história, como foi a do surf criollo”, afirmou.

O "novo esporte" tem se espalhado pelas redes sociais e ganhado espaço nos mais diversos veículos de comunicação, contribuindo para a sua disseminação. Entretanto, Silva descarta qualquer plano de lucrar com a modalidade. “Não temos nenhum interesse comercial com o surf criollo. Nosso único esforço é se certificar de que todos enxerguem uma mensagem positiva: Respeito às diferenças, cabeça aberta a novas ideias e respeito entre homem e animal. São alguns dos valores que queremos popularizar,” conclui o surfista a cavalo.

 

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