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Polí­tica

O economista e professor Luiz Gonzaga Belluzzo disse nesta sexta-feira que a presidente afastada Dilma Rousseff fez uma "despedalada fiscal" e não uma "pedalada fiscal", argumentando que a petista fez contingenciamentos e ajuste fiscal e não gastança. A explanação foi rápida e bem técnica, mesmo tendo sido arrolado como informante agora pela defesa de Dilma. 

— Em 2015, houve uma "despedalada" fiscal. Em 2014, senti claramente que o ajuste fiscal teria as consequências que teve, até imaginei que o PIB fosse cair 2,5% e errei. Se formos olhar a política fiscal em 2015, ela levou a uma contração brutal da receita, porque a economia vinha desacelerando. É como o pugilista que foi para o corner e, para reanimar, lhe dá um soco na cabeça — disse Belluzzo.

Em seguida, o senador Linbergh Farias (PT-RJ) teve que dizer que ele estava defendendo a política da presidente afastada. 

O Globo
Foto: Divulgação

 

— O que estamos dizendo, eu e o professor Belluzzo, é que não houve aumento de despesa — disse Lindbergh.

Belluzzo disse que Dilma acentuou caráter pró-cíclico do gasto. 

— Chamei de desajuste do ajuste. Essa pedalada não aconteceu — disse Belluzzo.

O economistaé o primeiro a ser ouvido nesta sexta-feira, mas a defesa da presidente Dilma Rousseff pediu que ele fosse ouvido como informante. O advogado José Eduardo Cardozo fez o pedido afirmando que deseja evitar polêmica. Senadores pró-impeachment tinham anunciado que fariam o pedido porque Belluzzo assinou um manifesto contra o afastamento de Dilma que chegou a ser protocolado no Supremo Tribunal Federal.

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