AgroValor Publicidade
Polí­tica

Durante o Encontro de Presidenciáveis promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) nesta quarta, dia 6, em Brasília, os três principais candidatos à Presidência da República, Eduardo Campo (PSB), Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), apresentaram suas propostas para o agronegócio. Durante o evento, o presidente da entidade, João Martins da Silva Júnior, entregou aos candidatos o documento "O que esperamos do Próximo Presidente 2015-2018", que elenca os gargalos e demandas do setor.

O candidato do PSB salientou a importância do agronegócio na economia brasileira. Ele levantou a questão do crédito rural, que necessita de modernização para ser mais ágil. Campos defendeu a institucionalização de políticas de preço mínimo e afirmou que, caso seja eleito, vai liderar a negociação no Congresso para regulamentar, ainda em 2015, o artigo da Constituição Federal que diz respeito às cooperativas. 

Campos também apontou problemas na área de logística e defendeu investimentos na área. Segundo ele, os problemas logísticos oneram em 40% o preço de produtos nacionais, quando em outros países, a proporção chega a 10%. O candidato destacou que o agronegócio multiplicou sua produção nos últimos anos e não foi acompanhado pela expansão da capacidade logística do país.

– A logística é fundamental e será uma das nossas prioridades. Hoje, somos impactados em 40% no valor dos produtos e é preciso mudar isso. O agronegócio brasileiro é bom e pode melhorar, se transformando em potência mundial. Vamos também nos focar nas exportações, pois o Brasil é capaz de comercializar mais – disse.

Ele afirmou que o ambiente macroeconômico do Brasil precisa melhorar para que o setor privado aceite aportar recursos em projetos chave para o desenvolvimento do país.

Em seu pronunciamento, o candidato do PSDB, Aécio Neves, ressaltou que, caso seja eleito, pretende extinguir o Ministério da Pesca e incorporá-lo ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).  Além da criação de um "superministério da Agricultura", que será decisivo para a formulação de políticas públicas. O candidato também sinalizou que trataria com "coragem e liderança" a questão da desapropriação de terras ocupadas. No âmbito trabalhista, o tucano defendeu a redução de custos.

Sem dar detalhes, Aécio prometeu também implementar uma desoneração total das exportações agropecuárias e investimentos. Ele considerou ainda como "urgente" a implementação de uma estratégia para aumentar a capacidade de armazenagem que, segundo o candidato, tem de aumentar em 50 milhões de toneladas nos próximos quatro anos.

– O Ministério da Infraestrutura mudará nossa logística e nossa competitividade.   Vamos criar estratégias para nos firmar em novos mercados e conquistar mais lugar no mundo. Precisamos aumentar a nossa capacidade de armazenagem, e isso será um dos meus compromissos – reforçou.

A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff lembrou que a produção estimada para a safra 2014/2015 é de 200 milhões de toneladas de grãos em 58 milhões de hectares, e destacou que o salto de produtividade é fruto da parceria do governo federal com os produtores. Ela ressaltou que a atual safra trouxe um plano completo de R$ 156 bilhões e que há uma preocupação em ampliar a classe média rural, com apoio ao médio e pequeno produtor. 

Dilma também destacou a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que permite que inovações cheguem mais rápido ao produtor. Ela também salientou a continuidade do Programa de Sustento do Investimento (PSI).

Sobre o Código Florestal, cuja aprovação ocorreu em seu governo, a presidente disse que o desafio agora é o Cadastro Ambiental Rural (CAR), primeiro passo para adequação à nova leite, e que o governo criou um mecanismo de registro pela internet que vai facilitar o cadastramento. Na avaliação da petista, o setor ambiental conseguiu avançar em seu mandato, "principalmente com o Código Florestal". 

Para ela, é fundamental haver uma estrutura avançada de defesa agropecuária. Ela admitiu que o setor está aquém da necessidade do país e se comprometeu em melhorar a defesa agropecuária.

– Quero reafirmar meu compromisso com ambiente juridicamente seguro com produtor. Estamos lutando para isso. Também reforço que é fundamental ter uma boa defesa agropecuária. Nos quatro anos do meu governo, houve uma boa interlocução qualificada com o agronegócio. Somos um país com grande capacidade de produção, inovação e renda para nossos produtores – disse a presidente.

Ela também colocou o tema das demarcações de terras indígenas como outro desafio do país e disse que determinou que o Ministério da Justiça revise as normas e procedimentos que tratam do tema. Dilma colocou também como prioridade aprimorar os mecanismos de seguro agrícola. Além da expansão dos mecanismos de seguro, a presidente também disse que o Proagro tem crescido. Para finalizar, Dilma listou ainda investimentos em infraestrutura, como o aumento da capacidade de armazenagem.

Fonte: RuralBR
Foto: Divulgação

comments powered by Disqus
 
INSTAGRAM
Rua Pinho Pessoa, 755, Fortaleza/CE
CEP 60.135-170
Central de Relacionamento
AgroValor (85) 3270.7650
Copyright © 2006-2014
WSete Design