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Polí­tica

No primeiro trimestre de 2019, o Banco do Nordeste (BNB) já contratou mais de R$ 11 bilhões em operações de crédito. Somente com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), o volume de contratações chegou a ser 22% maior que igual período do ano passado. As informações foram apresentadas ontem pelo presidente do BNB, Romildo Rolim, durante a posse do novo superintendente estadual do Ceará, Rodrigo Bourbon Nava de Oliveira, em Fortaleza. Para ele, os resultados do Banco foram decisivos para que o Governo Federal decidisse manter a instituição como estatal.

"Esse banco não pode desaparecer. O governo sabe disso e já está começando a formalizar este dizer, que o Banco do Nordeste tem condições de se perpetuar pelo trabalho que está sendo feito e o nosso compromisso é continuar a fazer nosso trabalho direito, correto e célere", afirmou Rolim, ressaltando que o aumento das operações, aliado ao enxugamento de gastos administrativos e à busca por mais eficiência fizeram o lucro da instituição triplicar neste ano.

 Ele ressaltou que o anúncio feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que a privatização do BNB não estava em estudo pela pasta, não chegou a ser uma surpresa. "Traz mais tranquilidade, mas já era algo que estávamos escutando nas entrelinhas, e, mesmo dito mesmo para gente em Brasília, não era algo público, mas nunca disseram nada diferente. O discurso para gente sempre foi de tornar o banco mais eficiente, menos despesa, focar no negócio do banco".

Embora ainda não haja definição se o próprio Romildo permanecerá na presidência do Banco, algumas indicações para outros cargos já começaram a ser feitas pelo Governo Federal. No último dia 25, foram aprovados, durante a 56ª assembleia geral ordinária do BNB, os nomes do procurador da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano de Alencar, como representante do Ministério da Economia, no Conselho de Administração; e os de Fabiano de Figueiredo Araújo, André Castro da Silva e de Frederico Schettini Batista (neste caso indicação do Tesouro Nacional) para o Conselho Fiscal. Os mandatos vão até 2021.

Dados do Banco Central indicam que, em 2018, o BNB, mesmo respondendo por apenas 8% das agências, foi líder em financiamentos na sua área de atuação, com 68,8% das operações nos estados em que atua. Para este ano, a meta é ampliar esta participação, explica o superintendente do Ceará, Rodrigo Bourbon.

Na próxima reunião do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), prevista para maio, deve ser votada a inclusão de mais R$ 4 bilhões no orçamento do FNE. Hoje o valor previsto é de R$ 23,7 bilhões.

"O desafio é buscar cada vez mais eficiência, melhorar o crédito para empreendimentos, produtores rurais, aplicar os recursos em sua totalidade. No Ceará, está previsto para este ano, inicialmente, R$ 4 bilhões somente de FNE. Mas a tendência é superar a marca do ano passado, que considerando os recursos totais foi de R$ 8 bilhões, acho que vamos fazer algo de R$ 8,5 bilhões, R$ 9 bilhões", afirmou Bourbon.

A decisão do Governo de manter o BNB trouxe tranquilidade aos setores. "Vemos isso com muita felicidade, porque o BNB é importantíssimo para a indústria, é um grande catalisador porque consegue oferecer taxas diferenciadas que nos permite competir com as empresas de fora", afirmou o industrial Ricardo Cavalcante, que assumirá a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) em setembro deste ano.

O vice-presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas (FCDL) e da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL Fortaleza), Honório Pinheiro, corrobora. "É uma ferramenta importante não só para o Nordeste, mas para o Brasil. Não só pelo serviço que presta, mas mas pela qualidade do serviço que presta".

Fonte: OPOVO
Foto/legenda: Rodrigo Bourbon na sua posse, com Romildo Rolim, presidente do BNB / Mauri Melo

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