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Polí­tica

O novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse nesta quarta-feira (1) que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, não vai interferir nas decisões da estatal envolvendo reajuste no preço dos combustíveis no Brasil. De acordo com ele, essa será uma decisão "empresarial."

"Essa é uma orientação importante que foi acertada com a minha vinda. O profissionalismo da empresa e todos os demais assuntos relevantes da empresa serão levados de acordo com interesse da própria empresa", afirmou ele ao ser questionado sobre a possibilidade de o governo federal, que é controlador da Petrobras, continuar a interferir nos reajustes, como ocorreu no passado.

Parente fez a declaração após a cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em que o presidente em exercício, Michel Temer, deu posse a ele e aos novos presidentes do Banco do Brasil, Caixa, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

"Essa foi a orientação do senhor presidente da Repúblia quando me convidou. Essa é a premissa. Uma gestão profissional, para fazer o que precisa ser feito, o que é certo, e recuperar o papel relevantíssimo da Petrobras no cenário nacional, na sociedade, na economia brasileira e internacional", disse.

Controle da inflação
O governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, sofreu críticas no passado por segurar aumento no preço dos combustíveis em momentos de valorização do petróleo no exterior - os preços aqui seguem cotações internacionais.

Segundo os críticos, a medida trouxe prejuízos à Petrobras. O governo, porém, alegava que essa política evitava oscilações prejudiciais aos consumidores e auxiliava no controle da inflação.

Perguntado se a gasolina iria subir por conta de uma decisão "empresarial" da Petrobras, o novo presidente da empresa afirmou não ter "nenhuma informação" sobre esse tema.

"Preciso olhar os números com atenção. Não é uma decisão que se tome de uma hora para outra. Mas o que é relevante é a diretriz: decisão de preços é empresarial", declarou.

Venda de ativos
Parente disse ainda que a melhoria da situação financeira da empresa passa pela venda de ativos e que a estatal vai trabalhar com seus "próprios meios", indicando que não deve haver capitalização por parte do governo federal.

"Vocês conhecem a situação do Tesouro Nacional. Existe um déficit [projetado pela nova equipe econômica] de R$ 170 bilhões [para as contas do governo em 2016]. Como a empresa poderia pensar em contar com o Tesouro em uma situação dessa? Portanto, temos que ter realismo. Resolver essa situação passa pela venda de ativos", afirmou Parente.

De acordo com Parente, há  um plano em andamento para melhorar a situação da dívida da Petrobras.

"A área financeira da empresa vem trabalhando com muito sucesso. Fizemos recentemente uma emissão de títulos que teve uma demanda muito acima da oferta. Temos de trabalhar com os nossos próprios meios para resolver essa situação", disse.

G1
Foto: Divulgação

 

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